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No ano em que comemora 150 anos de existência, a CP traçou três grandes metas a atingir até 2010 - ser líder na Península Ibérica; equilibrar as suas contas e criar valor para o accionista na ordem dos 3,2 mil milhões de euros. Os desafios constam do Programa Líder 2010, que o Ministério dos Transportes está a rever juntamente com as Finanças. Mário Lino, ministro dos Transportes, considera que o plano terá de sofrer alguns ajustamentos, em particular na área da internacionalização.
Ana Paula Vitorino, secretária de Estado dos Transportes, realçou na apresentação do plano estratégico da EMEF, no final da semana passada, que "chegou novamente a era do caminho-de-ferro", e considera que a CP tem dois enormes desafios pela frente: "O da qualidade e da sustentabilidade e eficiência."
António Ramalho quer "uma CP moderna, inovadora, inconformada e sobretudo comprometida", metas que estão definidas no plano Líder 2010.
Para o presidente da CP, a Península Ibérica "é o mercado alvo". " É fundamental e estratégico alargar o mercado onde a CP quer competir", diz. Ao nível da gestão, foi definido como "absolutamente essencial para a sustentabilidade económica e social o equilíbrio da conta de exploração". Neste pressuposto, foi definido como grande objectivo gerar valor na ordem dos 3,2 mil milhões, que será suficiente, segundo António Ramalho, para "a cobertura da dívida histórica da empresa".
Os desafios são "tão ambiciosos quanto inevitáveis", considera. As contas da empresa deverão encerrar na próxima semana, mas a empresa estima ter alcançado, em 2005, um volume de negócios da ordem dos 270 milhões de euros, e custos operacionais de 423 milhões, contra 427 milhões em 2004. C
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