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Cerca de 75% das camas na cidade de Lisboa ficam situadas em hotéis de quatro e cinco estrelas, o que coloca a capital portuguesa bastante à frente de Barcelona, por exemplo.
Segundo o último Benchmark Survey do Hotel Monitor da Associação dos Hotéis de Portugal (AHP), na capital catalã os hotéis de quatro estrelas detêm apenas 31% das camas, contra 50% em Lisboa, enquanto os de cinco estrelas se ficam pelos 4% , contra 25% deste lado. A incontestável liderança das quatro estrelas marcou a abertura de novos hotéis na cidade de Lisboa desde 1990 e continua a marcar.
Foram estes hotéis que registaram o maior número de inaugurações (28) nos últimos 15 anos, subindo o número de quartos de 2057 para 6338 (+ 208%), o que lhes permitiu passar de uma quota de 33,3% do mercado para 48,1%, de acordo com um estudo do Observatório do Turismo de Lisboa. No outro extremo ficaram as unidades de cinco estrelas, com cinco inaugurações e mais 45,7% quartos, baixando a sua quota de 33,1% para 22,6%.
Registe-se que entre 1990 e 2005 a oferta global de quartos da hotelaria de Lisboa subiu de 6178 para 13 172 (+ 113,2%). Com quase uma abertura em média por ano e um incremento de 82,1%, os hotéis de três estrelas não tardaram a ultrapassar os de cinco estrelas. No final de 2005, totalizavam 3064 quartos, contra os 2982 destes últimos.
O crescimento do número de quartos em Lisboa - a uma média de 5,5% ao ano, na última década - não foi contudo acompanhado pelo aumento das receitas, que, em termos reais, subiram em média cerca de 3,5% ao ano. Na guerra da concorrência e da pressão sobre os preços, a rentabilidade das unidades de três estrelas foi a mais atingida.
Em 2005, enquanto as taxas de ocupação dos hotéis de quatro e cinco estrelas aumentaram, respectivamente, 3,8% e 4,3% face a 2003 (2004 não é comparável, devido ao Euro), nos três estrelas baixaram 9,8%. A queda foi ainda maior na RevPAR (-12,8%), enquanto os outros conseguiram mantê-la praticamente ao mesmo nível. C EF
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