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Alberto João Jardim, líder do PSD madeirense, propõe ao presidente do Governo Regional madeirense - ou seja, a si próprio - que seja concedida "tolerância de ponto no próximo dia 24 de Abril". Isto tendo em conta que o povo madeirense fez dos 30 anos de autonomia uma homenagem ao 25 de Abril, com "o seu trabalho e derrotando as canalhices da pseudo-esquerda local", refere o comunicado assinado por Alberto João Jardim.
No texto, o dirigente político esclarece e garante que o PSD/Madeira festeja "Abril todos os dias", com "trabalho, mudança" e "de-senvolvimento democráticos". Razão por que recusa comemorar a Revolução dos Cravos em conjunto com "aquilo que política, sociológica e eticamente são as organizações comuno-socialistas locais".
Celebrar Abril "não é partilhar sessões evocativas com cavernícolas políticos que se opuseram à democracia representativa que o 25 de Abril permitiu" e à autonomia política que a revolução facultou, reitera o comunicado.
Muito menos "o celebramos com gente que nos insultou, que não tem qualquer educação nem preparação cultural para entender minimamente o que é uma democracia civilizada e uma autonomia política".
Para concluir que "nada e ninguém nos pode forçar a partilhar" a data com figuras que "tragicamente" queriam conduzir o país para uma "ditadura socialista" com a qual "ainda sonham".
Ainda esta semana, o PSD local aprovou um documento decretando o fim das comemorações oficiais do 25 de Abril no Parlamento madeirense.
Agitação no PSD/M
Com eleições directas agendadas para 23 de Abril, Alberto João Jardim vai continuar a ser o único (re) candidato. Mas as hostes laranjas da região estão nervosas.
A equipa está a ser formada. Virgílio Pereira é substituído por Coito Pita na vice-presidência. Virgílio Pereira, o homem que criticou o grupo parlamentar do PSD/Madeira por solicitar uma análise psiquiátrica ao deputado socialista, João Carlos Gouveia, catalogando a atitude de "garotice", nem sequer vai ao congresso previsto para 27 e 28 de Maio.
Quanto ao secretário-geral, Jaime Ramos, mantém-se no lugar. Luís Filipe Malheiro, por decisão própria, sai do cargo de adjunto, passando o testemunho a Carlos Rodrigues, ex-deputado do PSD à Assembleia da República. LB
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