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O PSD Madeira prepara-se para acabar com as comemorações do 25 de Abril na região. Jaime Ramos, lider parlamentar dos sociais-democratas madeirenses, apresentou um requerimento à Assembleia Legislativa no sentido de este ano não haver sessão comemorativa da Revolução de 1974, simplesmente por "não ser oportuno". PS, PCP e BE discordam da posição, mas pouco há a fazer, perante a maioria absoluta.
E o PSD Madeira pode mesmo não retomar as comemorações no futuro. Já no ano passado Alberto João Jardim admitia a extinção da sessão, argumentando com "a falta de nível" das intervenções da oposição. Segundo o líder madeirense, "o 25 de Abril merece outra dignidade que não aquela cagada".
E foi precisamente em 2005 que um deputado do PSD, Coito Pita, criou polémica ao atirar para o chão um cravo vermelho deixado na tribuna pelo socialista que o antecedeu no discurso.
Ao longo dos anos tem-se assistido a um pouco de tudo, incluindo uma proposta do PSD para assinalar solenemente o dia 25, e que foi votada favoravelmente por PCP e PS. Isto apesar de um dos parágrafos atacar a Assembleia da República de forma insultuosa.
Recorde-se que em 1977 a primeira iniciativa de comemorar o 25 de Abril partiu do PPD, num texto assinado por Alberto João Jardim, então líder do grupo parlamentar.
Depois, foi o que se viu. A Revolução passou a feriado móvel no calendário político do PSD/M, de tal forma que durante anos foi assinalada a 26 de Abril com todos os fait-divers que a situação provocava. Chegou-se mesmo ao ponto de toda a oposição, incluindo o CDS, se juntar no salão nobre para, em conjunto, cantar o Grândola em protesto.
O clima na Assembleia Legislativa tem-se degradado ultimamente. Na última reunião de líderes o confronto entre Jaime Ramos, Bernardo Martins (PS) e Violante Matos (BE) chegou aos insultos e ameaças físicas. Também o PSD madeirense anda agitado, por causa das eleições directas marcadas para 23 de Abril e do congresso de 27 e 28 de Maio.
Oposição afastada
Entretanto, Jaime Ramos apresentou mais dois requerimentos, no mínimo polémicos. Um deles tenta proibir que os partidos da oposição utilizem a Sala de Imprensa da Assembleia Regional para conferências de imprensa ou declarações, remetendo-os para os seus próprios espaços partidários.
Depois, Jaime Ramos pretende impor a elaboração prévia de uma ordem de trabalhos para as reuniões de líderes. LB
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