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Os CTT querem negociar um novo contrato colectivo de trabalho (CCT) com os representantes dos trabalhadores, que "garanta maior flexibilidade, mobilidade e polivalência", como afirmou ao DN o presidente da empresa. Para Luís Nazaré, trata-se de dar à gestão a capacidade de fazer "deslocações geográficas de pessoas e gerir de forma diferente os horários de trabalho".
Este é o ponto de partida para as intensas negociações que se avizinham com 13 sindicatos e comissões de trabalhadores do maior empregador nacional, com um universo directo de cerca de 14 mil funcionários.
Neste momento, o actual contrato de trabalho dos Correios impõe que a empresa negoceie com cada trabalhador qualquer alteração desta natureza, o que constitui "um forte constrangimento a qualquer gestão". Para o presidente da empresa, "não se trata de querer mudar trabalhadores de Tavira para Vila Real", mas de criar a "flexibilidade e mobilidade" necessária a uma gestão actual.
Outra das frentes de negociação será introduzir o fim das carreiras automáticas, promovendo as promoções por mérito. "É injusta e obscena a manutenção da actual situação", referiu Luís Nazaré, relembrando o que aconteceu na função pública, onde estes mecanismo automáticos estão suspensos. Só por via destes automatismos, acrescenta, verificou-se já, em Janeiro, um aumento automático de 1,2% nos salários, que terá de ser descontado aquando das negociações salariais para este ano, ainda não agendadas.
Os Correios querem igualmente fazer verter para o futuro contrato colectivo novas condições e garantias de formação e qualificação profissional, "como nunca houve na empresa", refere, sem, contudo, querer adiantar pormenores, antes de levar o assunto à mesa das negociações.
Outra das frentes de negociação diz respeito ao plano de saúde dos CTT, que o seu presidente classifica como um dos melhores a nível nacional, mas de difícil manutenção. Segundo Luís Nazaré, a solução será, "sem prejudicar o actual nível dos cuidados de saúde que são prestados", limitá-los aos actuais beneficiários. Ou seja, fechar o actual plano de saúde e negociar um novo para as futuras admissões, ou até integrar os novos trabalhadores no serviço nacional de saúde.
Para Luís Nazaré, estas negociações que agora se iniciam são "uma oportunidade histórica" para a empresa. "Outra janela negocial que não esta será mais dura e difícil, para o lado laboral", alertou.
O presidente dos CTT realçou que, para a administração, o pacote que vai avançar para a mesa das negociações visa "salvaguardar postos de trabalho". "Não queremos pôr em causa o emprego", acrescentou. "As pessoas têm de estar conscientes de que, para oferecer segurança no emprego e reforma tranquila tem de se alterar o actual estado de coisas", salientar o presidente dos CTT.
Luís Nazaré gostaria de concluir as negociações até ao Verão, mas não tem pressa. Até agora, face às conversações que tem mantido, está confiante no diálogo e na colaboração de todas as partes. C
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