Publicidade
Diário de Notícias Diário de Notícias


media

Associação de Radiodifusão pede congresso geral de media

 

As polémicas instauradas em torno do actual panorama de concentração de propriedade dos media, dos direitos de autor dos jornalistas e do recurso crescente a estratégias publicitárias exige uma discussão "urgente" e concertada. Este o apelo do presidente da Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR) José Faustino, que defende a a realização, tão breve quanto possível, de um congresso com todos os órgãos de comunicação social para debater os problemas que têm vindo a colocar-se no sector.

"É urgente discutir a situação actual da comunicação social no País", sublinhou José Faustino, falando à Lusa no final de uma reunião realizada no sábado com os sócios da APR - entidade que representa cerca de 220 estações em Portugal, incluindo a TSF e as rádios do grupo Media Capital.

Segundo o responsável, "há questões importantes" a analisar pela televisão, rádio e imprensa. "Questões importantes, que exigem uma reflexão profunda", reitera José Faustino, para quem um congresso capaz de reunir todos os órgãos nacionais de comunicação social será a solução privilegiada para o diálogo.

"Tem é que se realizar o mais depressa possível", considera, adiantando de passagem que a APR vai apresentar a sugestão já esta semana, aproveitando para tal o encontro da Confederação dos Meios de Comunicação Social, que representa 80 por cento do sector e da qual faz parte a própria Associação Portuguesa de Radiodifusão.

Além dos direitos de autor, da concentração de propriedade dos media e do recurso (cada vez mais recorrente) a métodos publicitários, outras questões prementes irão incendiar o debate. O presidente da APR engrossa a lista de preocupações gerais com o novo regime de taxas, o futuro código dos jornalistas, as quotas da música e o papel da nova Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).

Fraca protecção gera receios

No que diz respeito aos direitos de autor, um estudo recentemente divulgado pela Federação Europeia de Jornalistas (FEJ) garantia que Portugal é o segundo país europeu com a mais fraca prestação nesta matéria. Não existe qualquer sociedade de recolha dos direitos de autor dos profissionais da comunicação, e os jornalistas, apesar de poderem registar-se como autores, têm de administrar os seus próprios interesses. O mesmo relatório acrescenta que as maiores dificuldades dizem respeito ao uso digital de trabalhos impressos e audiovisuais, visto que a directiva comunitária sobre direitos de autor e conexos na sociedade de informação é claramente negligenciada na maior parte dos países da União Europeia.

Enquanto o Governo português prepara um novo Estatuto do Jornalista, José Faustino preocupa-se com a recente aprovação do decreto-lei que define o regime de taxas da ERC. "Para além de prever novas taxas destinadas a financiar o normal funcionamento da entidade reguladora (e aqui prevê-se um pagamento anual para as rádios na ordem dos 290 euros), a lei contempla ainda um aumento de 500% no valor a pagar pela renovação dos alvarás de radiodifusão. Não podemos consentir que nos reprimam e roubem", remata.


ImprimirImprimirEnviar por EmailEnviar por Email
PartilharPartilhar


Especiais

Recuar
Avançar
PUBLICIDADE


PATROCÍNIO
sondagem

Inquérito DN

Se tivesse possibilidades económicas compraria uma viagem ao espaço?

Sim
Não
Votar  Ver Resultados




Desporto

Todas as notícias

Todas as notícias

Cartaz

PLANO GERAL

PLANO GERAL

Portugal

Facebook

Facebook

Televisão

Guia TV

Guia TV

Portugal

Twitter

Twitter




Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos