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José Mourinho, treinador do Chelsea, será o rosto da Campanha Internacional da Cortiça (CIC) no Reino Unido, que amanhã é apresentada em Londres e arranca esta semana com acções de publicidade na imprensa, outdoors e eventos orientados quer para o retalho quer para o consumidor. Mourinho surgirá em defesa da rolha de cortiça, que vem sofrendo os ataques dos vedantes sintéticos e capsulas de alumínio, e foi escolhido pela sua notoriedade no mercado inglês.
O Reino Unido é apenas um dos três mercados definidos como prioritários pela Apcor - Associação Portuguesa de Cortiça nesta segunda edição da CIC, a par dos Estados Unidos e da Austrália. Haverá ainda algumas iniciativas em França e na Alemanha. O investimento total é de 3,2 milhões de euros, realizado em parceria com o ICEP no âmbito do Programa de Incentivos à Modernização da Economia, sendo que a participação privada é da ordem dos 30%.
A Apcor não divulga, por razões de confidencialidade, o valor do contrato assinado com Mourinho. "Não podemos divulgar mas estamos convencidos que é um investimento com retorno efectivo levando a opinião pública inglesa a consumir mais cortiça", sublinha a associação. A intervenção total no mercado deverá abarcar cerca de um terço do investimento total da CIC. Ou seja, qualquer coisa na ordem de um milhão de euros.
A comunicação será diferenciada por país para responder eficazmente às especificidades de cada mercado. No Reino Unido, "a comunicação dirigida ao trade divulgará todo o investimento realizado pelas empresas portuguesas em investigação e desenvolvimento, mostrando que a rolha de cortiça é para o vinho um sinal de qualidade e de diferenciação positiva", sublinha a Apcor. Já para o consumidor as mensagens terão por base os argumentos emocionais ligados ao ritual de abertura de uma garrafa.
Nos EUA, o objectivo é provar aos produtores de vinho que a rolha de cortiça "é um produto de alta qualidade e insubstituível para o consumidor". Haverá, ainda, acções dirigidas a arquitectos e designers com a promoção da cortiça como material de construção. Na Austrália, a intenção é "promover as propriedades únicas da cortiça enquanto produto natural e ambientalmente sustentável".
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