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Professores grevistas podem perder um dia de salário

 

O Ministério da Educação (ME) poderá descontar um dia inteiro de salário aos professores que aderiram à greve decretada às aulas de substituição (nos 2.º e 3.º ciclos) e ao prolongamento do horário (1.º ciclo).

Em declarações à agência Lusa, fonte oficial do gabinete do secretário de Estado adjunto da Educação, Jorge Pedreira, afirmou que o ME dispõe de um parecer jurídico que considera "um abuso do direito à greve" a paralisação realizada esta semana, que abrangeu apenas a componente não lectiva.

O parecer solicitado pela tutela considera que a greve afectou todo o trabalho dos professores, apesar de estarem abrangidas apenas as aulas de substituição e o prolongamento do horário das escolas do primeiro ciclo entre as 15.30 e as 17.30.

Curiosamente, também em declarações à agência Lusa, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, considerou ontem "pouco expressiva" a greve dos professores desta semana, tendo acrescentado não terem sido comunicados ao Ministério da Educação casos de problemas nas escolas devido ao protesto.

Abaixo-assinado entregue

Cerca de uma centena de professores (estimativa da PSP) concentrou-se ontem à tarde, em frente ao Ministério da Educação, para a entrega de um abaixo-assinado com 50 mil assinaturas exigindo "respeito" pela sua profissão.

O documento acabou por não ser entregue a Maria de Lurdes Rodrigues - ausente em serviço -, aos seus secretários de Estado ou a qualquer elemento do gabinete da ministra. As "honras" couberam a Maria José Pires, do serviço de relações públicas da 5 de Outubro.

No entanto, a maioria dos professores presentes não se mostrou muito desiludida, aproveitando até para descontrair ao som de um "concerto" ao ar livre, improvisado no passeio em frente do ministério. "Já fizemos o que vínhamos aqui fazer", explicou ao DN uma docente.

"Surpresa seria se a senhora ministra da Educação estivesse aqui para receber a Fenprof e um abaixo-assinado com 50 mil assinaturas", ironizou Mário Nogueira, deste sindicato. "Não o lamentamos por nós, mas pelos professores representados no abaixo-assinado". PST


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