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A Galpenergia está a negociar a compra dos 300 postos de venda de combustíveis que a sua accionista italiana Eni tem em Espanha. Uma operação avaliada em 400 milhões de euros, refere o jornal espanhol Expansión.
O negócio, a concretizar-se, permitiria à petrolífera nacional mais que duplicar o número de postos de distribuição no país vizinho e alcançar rapidamente a quota de mercado desejada para aquele mercado de 8% (ver caixa ao lado).
A empresa ficaria ainda em condições de disputar com a British Petroleum (BP) o terceiro lugar no ranking e das companhias com maiores redes de distribuição naquele mercado.
Objectivos que já teria alcançado há quase um ano se tivesses conseguido ficar com a rede da Shell no país vizinho. Um negócio perdido a favor da sua concorrente Disa.
O jornal refere ainda que a compra está a ser negociada através do grupo Agip, gerido pela Eni.
Contactada pelo DN, fonte oficial da Galp limitou-se a dizer que "a empresa não tem qualquer comentário a fazer sobre a notícia". E da Eni também não obtivemos resposta sobre o assunto.
O crescimento orgânico da Galp em Espanha, através do aproveitamento da rede de distribuição de combustíveis da Agip, empresa gerida pela sua accionista italiana Eni, era, aliás, um dos pontos do acordo assinado em Dezembro passado pelos accionistas da petrolífera, disse ao DN fonte ligada ao processo. Mas ainda estão a ser discutidos vários aspectos do negócio, adiantou a mesma fonte.
Um desses aspectos é a marca a utilizar naqueles postos. Em discussão estará o facto de poder ser a marca Galp a vingar ou uma imagem dupla.
Além disso, concretização do negócio dependerá ainda da percentagem de capital da petrolífera a colocar em bolsa, uma questão que ainda está por definir pelo Executivo, mas que poderá oscilar entre 15% e 20%, segundo afirmou recentemente o ministro da Economia, Manuel Pinho.
Numa conferência de imprensa, realizada em Lisboa, no ano passado, ainda antes da assinatura do acordo com o Estado e os restantes accionistas da petrolífera, Paolo Sacaroni, o presidente da Eni falava do aproveitamento de sinergias entre a sua empresa e a Galp para o desenvolvimento da estratégia de crescimento da última do mercado espanhol.
O acordo entre a Galp e a sua accionista italiana Eni, que detém 33,34% do capital da petrolífera, tem toda a lógica, dizem fontes da primeira. Só as divergências entre os italianos e o accionista Estado dificultaram a integração dos negócios das duas petrolíferas na Península Ibérica.
A aquisição da rede da Agip é um sinal de que finalmente há alguma paz accionista na Galp, sublinham as mesmas fonte.
Resta agora saber o que vão fazer as duas companhias relativamente ao negócio do gás natural, já que a Eni tem 50% da empresa espanhola Union Fenosa Gas, e a Galp detém a maior do capital da Gás de Portugal a holding que detém participações na maior parte das distribuidoras gasistas nacionais.
Por diversas vezes se tem falado na possibilidade de um acordo ou aliança entre a Galp e a Fenosa Gás. Uma hipótese que contaria com a concordância da Eni. Esta possibilidade mais tida como provável por fontes do sector energético. C
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