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"É verdade que a violência, a corrupção e a criminalidade continuam a colocar problemas no Iraque", disse ontem o secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld. Perante uma comissão no Senado, o responsável norte-americano referiu contudo que não estamos perante um "aumento" da corrupção "O que aumentou foi a nossa percepção dessa corrupção."
O presidente da comissão sobre forças armadas, o senador republicano John Warner, tinha denunciado antes o "crescente nível de corrupção e criminalidade no Iraque", bem como "a dificuldade das forças da coligação levarem a cabo as suas operações" neste contexto.
Rumsfeld referiu que "historicamente tem havido corrupção no Iraque e que isso é de tal forma corrosivo para a democracia que é extremamente importante atacá-la e que os novos dirigentes deste país sejam avaliados na sua vontade de atacar a corrupção". No início de Dezembro, um relatório parlamentar indicava que este problema "não é somente endémico, mas sistemático" no Iraque.
Retirada
O ministro da Defesa britânico, John Reid, disse ontem que "aproxima-se o momento" para o início da retirada das forças da coligação do Iraque. Numa reunião com a imprensa estrangeira em Londres, Reid recusou contudo revelar o calendário da retirada ou o número de soldados que podem sair da região "Isso provocaria o caos."
O responsável britânico indicou quatro condições para essa retirada deve ser possível gerir o nível de ameaça, as forças de segurança iraquianas devem ser capazes de enfrentar essa ameaça sozinhas, as autoridades locais devem ser eficazes com o apoio do Governo central e, finalmente, as forças de coligação devem ser capazes de apoiar as forças locais em caso de necessidade.
Mas no terreno continua a violência. Nove iraquianos morreram ontem e 28 ficaram feridos em vários ataques. O exército norte-americano anunciou ainda a morte de quatro marines numa explosão na véspera.
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