Última hora Espaço: Endeavour acoplou à Estação Espacial...Clima: Estados Unidos alertam para acordo...Nigéria: Vice-Presidente aceitou assumir...Honda: Construtor chamou 437.763 automóveis...Haiti/Sismo: Supermercado desabou com "cinco...PSD: Distritais reclamam nova liderança até...Legalidade das escutas gera divisão... e PSD desconcertadoBarões à espera de Rangel para definirem...PS "perplexo" com intervenção crítica de...
Éaltamente improvável que a CIA possa ter desenvolvido qualquer actividade clandestina ou ilegal na Europa sem o conhecimento dos respectivos governos ou dos seus serviços de informações.
Esta é uma das principais conclusões do relatório preliminar da comissão do Conselho da Europa que está a investigar as actividades clandestinas da CIA em território europeu, e que foi ontem apresentado, em Estrasburgo, pelo senador suíço Dick Marty, que coordena esses trabalhos.
São 25 páginas de indícios e de suspeitas, que não contemplam referências a Portugal, e que procuram, essencialmente, caracterizar a forma e o modo de actuação dos serviços de informações dos EUA na luta contra o terrorismo, tentando forçar executivos e autoridades europeias a colaborarem com uma investigação que não parece ser muito desejada por ninguém no Velho Continente.
Só assim se explicam os obstáculos que a comissão de inquérito tem vindo a enfrentar e que estão bem patentes no facto de os investigadores não terem tido ainda acesso a dados que consideram imprescindíveis.
Nomeadamente às imagens recolhidas pelos satélites europeus e que, segundo Dick Marty, permitiriam avaliar se os EUA possuíram, ou não, instalações clandestinas na Europa que pudessem sustentar também as acusações de maus tratos e de tortura perpetradas pelos serviços de informações norte-americanos. Ou até justificar os inúmeros voos já detectados no espaço aéreo europeu, envolvendo aviões ou companhias habitualmente conotadas com a CIA.
Confrontados com a ausência dessa colaboração e, sobretudo, com a falta de provas que sustentem muitas das acusações que têm sido dirigidas à CIA e aos Estados Unidos, Dick Marty e o Conselho da Europa parecem claramente apostados em ganhar tempo, tendo fixado o dia 26 de Fevereiro como nova data-limite para a recolha de dados que permitam elaborar um relatório definitivo sobre a matéria.
A comissão de inquérito não deixa, contudo, de recordar e até de sistematizar todos os indícios já recolhidos, e que apontam para o rapto, sequestro e transporte clandestino de alegados terroristas em território europeu, sublinhando mesmo terem existido "centenas" de casos nos últimos anos.
Congratulando-se com o debate que tem sido travado no interior dos EUA, e que levaram já à proibição da tortura de presos sob custódia das forças norte-americanas ou à limitação da legislação que suspende os direitos e as liberdades individuais (Patriot Act), o relatório manifesta o optimismo dos investigadores face às investigações judiciais que se encontram em curso na Itália e na Alemanha, envolvendo o rapto de alegados terroristas.
Um deles, Khaled al-Masri, um cidadão alemão de origem libanesa, foi raptado nas imediações de Skopje, a capital da Macedónia, e posteriormente transportado para o Afeganistão, onde terá sido torturado, antes de os EUA terem detectado um erro de identidade, libertando-o pouco depois.
Intercepção suíça
No mesmo plano, a comissão reconhece não existirem, para já, dados que apontem para a possibilidade de a CIA ter gerido prisões clandestinas na Polónia, aludindo, no entanto, a uma comunicação do Governo egípcio (obtida pelos serviços secretos suíços) para levantar a hipótese de os EUA terem gerido centros de detenção na Roménia, Bulgária, Macedónia, Kosovo e Ucrânia.
Uma informação já publicada pelo diário suíço Sonntagsblick e que nunca foi posta em causa por nenhum dos Estados envolvidos, como o próprio relatório se encarrega de sublinhar.
Potencialmente mais embaraçosos para os EUA, e em especial para a Administração Bush, já para não referir os governos europeus que eventualmente tenham cooperado com Washington, são ainda os dados já recolhidos pela comissão de inquérito, e que apontam para a forte probabilidade de os serviços de informações norte-americanos terem subcontratado serviços congéneres estrangeiros para procederem ao interrogatório dos suspeitos raptados pela CIA.
O que, formalmente, permitiria aos EUA declararem publicamente, como fez recentemente a sua secretária de Estado, que não recorriam à tortura para obter informações, omitindo, provavelmente, que "encomendavam" tal tarefa a terceiros.
Conexões perigosas
Suspeitas complexas e perigosas, que apontam para países como o Egipto, a Síria, a Jordânia ou até o Usbequistão, sem que existam também quaisquer garantias que excluam um eventual envolvimento europeu .
Razões mais do que suficientes para explicar, do ponto de vista de Marty, as declarações proferidas por Condoleezza Rice, no início de Dezembro, e posteriormente retomadas pelo seu antecessor, Colin Powell, quando ambos garantiram que os EUA sempre respeitaram a soberania europeia.
Afirmações interpretadas como uma espécie de aviso à navegação, que passaria pelo envio da seguinte mensagem aos responsáveis europeus "Querem mesmo que nós revelemos aquilo que aconteceu?"
Espaço: Endeavour acoplou à Estação Espacial Internacional - Nasa
Clima: Estados Unidos alertam para acordo "nado-morto"
Nigéria: Vice-Presidente aceitou assumir presidência interinamente
Honda: Construtor chamou 437.763 automóveis em todo o mundo devido a airbag defeituoso
Haiti/Sismo: Supermercado desabou com "cinco a oito" pessoas no interior - responsável
PSD: Distritais reclamam nova liderança até final de março
À beira do precipício, mas com esplanadas sempre cheias
Família descobre morte de filho através do Facebook
PGR: Lei do segredo de justiça "não é má, é péssima"
"Não há indício de plano do PM para controlar a imprensa"
Alan Kaufman reinventa o guarda-chuva
Ex-capitão inglês terá tido 12 amantes na última década
Sócrates nega indicações à PT para compra de televisão
Paulo Rangel considera "estranhas" críticas de Assis
Rangel denuncia plano do Governo para controlar Media
brasil
diana piedade
bpp
haiti
emprego
acidente
idolos
salvador caetano
mario crespo
crel
Quem tem mais culpas na má época do Sporting?
Curso de Fotografia e Vídeo Digital
Impressora Multifunções Epson Stylus SX415
Todas as Iniciativas DN
Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos