Publicidade
Diário de Notícias Diário de Notícias


sociedade

Gripe aviária foge de rotas migratórias

por

Ângela marques  

O percurso do vírus da gripe das aves está a baralhar os especialistas. Cientistas europeus e norte-americanos afirmaram ontem, em Washington, nos Estados Unidos, que o H5N1 parece não estar a seguir as rotas migratórias, como se esperava.

Em vez disso, evolui para infectar especificamente as aves domésticas. Assim, iliba os milhares de aves selvagens mortas de serem os seus principais transmissores. A confirmar-se a teoria destes cientistas, o transporte de frangos, patos e outras aves de capoeira é uma ameaça muito maior do que o movimento das aves selvagens.

Atacar o vírus - que já matou milhões de aves e 70 pessoas no Sudeste Asiático - nos aviários e mercados avícolas poderá ser, segundo os especialistas, a melhor estratégia para enfrentar uma pandemia.

"Embora existam cada vez mais indícios de que as aves migratórias desempenham algum papel na propagação do vírus, na minha opinião, e na de outros, esse papel não é importante", afirmou à Associated Press Ward Hagemeijer, da organização ecologista holandesa Wetlands International. Até porque, se essa fosse a via de propagação mais importante, "existiria um surto muito mais grave da doença em todo o mundo", acrescentou.

Em Portugal, Luís Costa, da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, concorda "A migração das aves não é o único veículo de propagação da gripe das aves e, neste momento, não se sabe qual é o papel dos movimentos nessa expansão." O País está, para já, a salvo da contaminação através de aves selvagens. Isto porque "estamos num período parado de migração e as aves estão estacionadas nas áreas de invernada [onde passam esta estação]". Se até agora não houve detecção de qualquer foco, "isso não irá acontecer até Fevereiro, altura em que as aves do Sul regressam". No entanto, "a ameaça também não deverá chegar daí, uma vez que não há registo de contaminação em África".

As notícias da propagação da estirpe H5N1 do vírus neste Verão e Outono deixavam adivinhar que as aves selvagens iriam transportar a doença para fora da Ásia à medida que seguissem os padrões migratórios por todo o globo. Contudo, têm sido escassos os anúncios de novos focos da doença - que não chegou à Europa Ocidental ou ao Delta do Nilo, onde se julgava que surgiriam com a chegada das aves.

Para Hon Ip, virologista no Observatório Geológico dos Estados Unidos, isto sugere que a estirpe evoluiu para infectar as aves domésticas, onde vidas curtas passadas em bandos densos impelem o vírus a passar rapidamente de ave em ave para sobreviver.


ImprimirImprimirEnviar por EmailEnviar por Email
PartilharPartilhar


Siga-nos em
Especiais

Recuar
Avançar
PUBLICIDADE


PATROCÍNIO
sondagem

Inquérito DN

Quem tem mais culpas na má época do Sporting?

José Eduardo Bettencourt
Paulo Bento
Carlos Carvalhal
Pedro Barbosa
Sá Pinto
Os jogadores
Votar  Ver Resultados




Desporto

Todas as notícias

Todas as notícias

Portugal

Grande Entrevista

Grande Entrevista

Desporto

Inscreva-se

Inscreva-se

Cartaz

ESPECIAL ELVIS

ESPECIAL ELVIS




Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos