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por
Luís delgado
1. O debate entre Mário Soares e Manuel Alegre, de tão esperado, e com tanta expectativa, foi uma desilusão completa, apesar da amargura e da contundência inicial entre os dois candidatos.
Como foi e quem ganhou?
Mário Soares não está em forma, é visível, e foi quem abriu as hostilidades, com uma série de directas e indirectas a Manuel Alegre, que, de todo, parecia estar noutra. Mas Soares queria "confusão" e teve-a, embora com algum ricochete.
Soares parece cansado, com muitas falhas, em particular aquela em que tratou Cavaco Silva por presidente. Ele sabe, como ninguém, que já perdeu. Teve uma óptima "saída" quando recordou a idade de Manuel Alegre, embora isso não interesse, de todo, ao eleitorado. O minuto final foi desastroso, repetitivo, e sem chama, para um homem como Mário Soares.
Valeu 2 pontos
Manuel Alegre mantém uma excelente imagem televisiva - conjuga muito bem os fatos com as gravatas (a imagem é quase tudo...) e o discurso é fluido, rápido, embora com algumas lacunas próprias da confusão que se tem estabelecido entre a função presidencial e executiva. Alegre esteve à altura das picardias de Soares, fez das suas, mas foi mais consistente, dentro do que já se conhece. Aliás, os debates, agora, não passam de uma repetição de intenções, porque já foi tudo dito e redito.
Valeu 3 pontos e ganhou.
2. O Presidente do Irão é perigoso, muito, diz coisas inadmissíveis, e começa a ser uma preocupação para o mundo inteiro. Há dois dias proclamou que o Holocausto era um mito, que Israel deveria ser "transferido" para Europa, Canadá ou Alasca e que o programa nuclear iria continuar.
Se fosse um Idi Amin, ou similar, de um país irrelevante, ainda passava por louco, mas é o Presidente do Irão e tem o apoio inequívoco da oligarquia que domina o país.
Uma de duas ou se olha e trata deste caso como deve ser, e a tempo, ou vamos ter um problema muito grave, mais dia menos dia.
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