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por
susete francisco
Ele está de volta. Manuel João Vieira quer candidatar-se à Presidência da República, mas garante que só avançará se tiver 7500 assinaturas. Depois de, em 2001, ter ficado pelo caminho porque o Tribunal Constitucional "não quis reconhecer" as assinaturas apresentadas - segundo a sua candidatura "com o pretexto pouco desportivo de que 7500 assinaturas feitas pela mesma pessoa não tinham validade" -, o "candidato" Vieira pede agora aos portugueses que dêem uma oportunidade "a este País" e subscrevam o seu nome para a corrida a Belém. "Se não assinarem recuso-me terminantemente a candidatar-me", garante.
Na lançamento da candidatura, que decorreu ontem ao final da tarde no clube nocturno Maxime, em Lisboa, Manuel João Vieira afirmou que tomou novamente a decisão de avançar face às "condições catastróficas destas presidenciais" de 2006.
A saber "Mário Soares e Cavaco Silva são os responsáveis pelo estado do País." Que até "podia ser pior" - "olhem a Guiné- Bissau" -, o que é razão bastante para Manuel João Vieira dizer que até gosta dos dois candidatos. Dar--lhes o voto é que já é outra história - "Eu também gosto e tenho admiração pelo D. Afonso Henriques, pelo Viriato e pela Torre dos Clérigos, mas não vou votar neles." E uma farpa a sério: "A política não deve ser feita por dois ex-políticos."
Apesar destas palavras, e a par com Cavaco Silva, um dos principais alvos do discurso de Vieira (do primeiro, já que houve um segundo que versou sobre uma conspiração internacional contra Portugal) foi Manuel Alegre. Primeiro, numa referência indirecta, ao referir-se ao "leque colorido de candidatos presidenciais apoiados pelas estruturas partidárias" - mesmo os que dizem que não, "mas não podem porque são apoiados por uma facção muito grande dentro do partido". Depois, de uma forma muito directa "Eu é que sou o Manuel Alegre, primeiro porque sou Manuel e depois porque sou muito alegre."
Já sobre objectivos para o País, o protocandidato não se alongou, afirmando que quer pôr Portugal "na primeira linha das superpotências do sistema solar" e , para além disto, emendar umas "pequenas coisas que devem ser rectificadas". Para o que o candidato diz querer também avançar para a formação de um partido que "seja mais como a malta quer".
Já quanto aos slogans , depois do "se ganhar, obviamente demito-me" de 2001, agora multiplicaram-se e versam qualquer coisa como isto "Basta de políticos de carreira, votaVieira; Não faças asneira, vota Vieira; Queres dinheiro na algibeira, vota Vieira; Já os conheces de gingeira, vota Vieira."
Candidato, mas não muito. Vocalista dos Ena Pá 2000, Manuel João Vieira repete agora o que fez já nas eleições presidenciais de 2001, altura em que chegou a promover algumas iniciativas de pré-campanha - então sob o lema "só desisto se for eleito" e num registo de total nonsense, que ontem repetiu perante uma plateia de algumas dezenas de pessoas. E que promete manter, mas desta vez afirmando que não quer ficar pela pré-campanha, ainda "que seja difícil recolher assinaturas e seja chato para os cidadãos".
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