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por
Filipe Morais
Paula Brito
A intenção, anunciada ontem, do grupo Prisa de lançar uma rádio de informação em parceria com a Media Capital é bem-vista pelos directores de informação dos restantes operadores de rádio.
Juan Luis Cebrián, administrador-delegado do grupo espanhol, que oficializou a sua entrada no grupo de Miguel Paes do Amaral, afirmou que a criação de uma nova rádio de informação insere-se na estratégia seguida pela Prisa nos países em que opera. "Nos países onde estamos presentes temos rádios musicais, mas também rádios de informação", disse Cebrián.
A Prisa é líder no segmento da rádio em Espanha, com a Cadena SER, possuindo ainda várias estações na América Latina (Caracol Rádio). Este segmento facturou 205,3 milhões de euros em 2004.
Apesar de Cebrián ter admitido só avançar "quando as possibilidades técnicas o permitirem", o DN ouviu João Barreiros, director de informação da RDP, Francisco Sarsfield Cabral, director de informação da Rádio Renascença, e José Fragoso, director da TSF, que se mostram receptivos (ver caixa em baixo).
Do lado do mercado publicitário, Luís Mergulhão, CEO da agência de meios OMD, diz ser perfeitamente normal o lançamento de uma rádio com estas características, uma vez que se insere numa estratégia que os grupos de media modernos adoptaram para potenciar os seus conteúdos. À semelhança do que faz a SIC/SIC Notícias, a "TVI poderá vir a produzir conteúdos que podem ser aproveitados para a nova rádio", exemplifica.
A confirmação do lançamento de uma nova rádio de informação surgiu na apresentação oficial do negócio de aquisição de 33% do grupo Media Capital pela Prisa, que fica accionista maioritária no grupo liderado por Paes do Amaral.
Para a holding que detém a TVI, esta operação representa a "obtenção de um forte parceiro para o seu desenvolvimento futuro, mais do que apenas a entrada de um novo accionista de referência". "A Prisa é considerada um dos mais profissionais e conceituados grupos de media na Europa e, com a sua experiência na imprensa, rádio e televisão, é o parceiro ideal para ajudar o grupo Media Capital a continuar a crescer, para explorar sinergias e de-senvolver iniciativas em conjunto", disse ontem Miguel Paes do Amaral.
Juan Luis Cebrián, por seu lado, disse que, tal como revelou anteontem em entrevista ao DN, este é um passo muito importante para a "estratégia de investimento no sector audiovisual e para aumentar a presença internacional do grupo Prisa".
Sinergias várias entre os dois grupos, nomeadamente ao nível da produção de conteúdos para televisão, são, para já, a estratégia de ambos.
Quanto ao processo Cabovisão, a Media Capital, pela voz de Paes do Amaral, afirmou que está apenas a acompanhar o processo de venda da Cabovisão e não a liderá-lo.
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