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fevereiro de 2002. O antigo embaixador Joseph Wilson é enviado ao Níger, pela CIA, para averiguar a existência de tráfico de material nuclear para o Iraque. Wilson não encontra provas destas alegações.
23 janeiro de 2003. O Presidente Bush afirma, no discurso anual sobre o Estado da Nação, que o "Governo britânico soube que Saddam Hussein tinha procurado recentemente quantidades significativas de urânio em África". Em Março começa a guerra no Iraque.
6 julho 2003. "Se as minhas informações foram ignoradas porque não correspondiam às ideias preconcebidas sobre o Iraque, então podemos legitimamente concluir que entrámos na guerra sob falsos pretextos", escreve Wilson no New York Times. Um dia depois, a Casa Branca reconhece que a frase de Bush era errada.
14 julho 2003. O colunista Robert Novak, citando "dois altos responsáveis da Administração", revela que a mulher de Wilson, Valerie Plame, é uma agente da CIA.
Dezembro 2003. O procurador, Patrick Fitzgerald, é encarregue de investigar quem foram os responsáveis pela revelação da identidade da agente.
julho de 2005. Depois de ter recusado revelar durante um ano a sua fonte, um jornalista da Time, Mathew Cooper, que tinha comentado o caso, indica o nome do conselheiro de Bush, Karl Rove (com o consentimento deste). A jornalista do New York Times Judith Miller,que não revelou a fonte, é detida.
18 julho de 2005. Bush afirma que "se alguém cometer um crime não trabalhará mais nesta Administração".
30 setembro 2005. Após uma conversa com a sua fonte, Miller indica que a informação lhe tinha sido passada pelo chefe de gabinete do vice-presidente Dick Cheney, Lewis Libby.
28 de outubro 2005. Quase dois anos depois do início da investigação, Patrick Fitzgerald acusa Libby. Este demite-se.
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