Última hora Ministro Defesa homenageia Marinha pela distinção...Provedor do Público defende divulgação das...Inovação: Tecnologia Et, hoje premiada, explora...Face Oculta: Deloitte não detecta actos que...Futebol: Wigan - Jogadores devolvem dinheiro...Após queixas irlandesas Le Monde responde...Câmbios: Euro volta a aproximar-se da barreira...Lisboa fecha a ganhar mais de 1% em linha...Medicina aos 16 anosTGV: "Os espanhóis é que nos vão dando as...
por
rita carvalho
Dor e revolta apoderaram-se ontem dos habitantes do bairro do Fim do Mundo, no Estoril, que viram desaparecer uma família de seis pessoas, vítimas de um incêndio que deflagrou na barraca onde viviam. A origem do fogo que matou mãe e cinco filhos, entre os quais quatro crianças, ainda não foi explicada, mas a primeira impressão aponta para a ocorrência de um curto-circuito. A Polícia Judiciária está a investigar o caso, que já suscitou críticas à actuação dos bombeiros.
O fogo começou de madrugada, por volta das 04.30, e rapidamente consumiu a barraca onde viviam Edina Correia, 32 anos, e os cinco filhos Lizandra, 19, Jenise, 16, Carlitos, 13, Susana, 11, e Euclides, 5, uma família de origem guineense. As versões sobre o que se passou depois divergem. Testemunhas contaram que os vizinhos tentaram resgatar as crianças das chamas, mas que não foi possível arrombar a porta. As janelas, barradas com grades de ferro, terão impedido a tentativa dos vizinhos de acorrerem às vítimas. Mas, segundo apurou o DN, as crianças terão sido encontradas deitadas na cama e já sem vida, o que levanta a hipótese de terem morrido intoxicadas. Na origem poderá ter estado um curto-circuito, motivado por uma puxada de electricidade ou um aquecedor a óleo que ali estava.
Outros habitantes queixaram- -se da resposta dos bombeiros, classificando-a de lenta e ineficaz. "Não tinham água e demoraram mais de meia hora a chegar", disse uma testemunha. Versão rejeitada pelo presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, que assegurou que a corporação do Estoril demorou apenas cinco minutos a chegar.
Ao DN, José Leite, segundo comandante da corporação do Estoril, a primeira a acorrer ao local, contou que a resposta foi imediata. "Recebemos a chamada às 05.20 e demorámos só o tempo necessário para fardar e seguir para o local, a pouco mais de um quilómetro do quartel". Mas, adiantou, "quando chegámos já a casa estava tomada pelas chamas e uma parte da estrutura tinha desabado. Por razões de segurança, não entrámos. Assumimos que já não havia nada a fazer".
José Leite afirmou que, mesmo antes de chegar ao local, foram chamados reforços de outras corporações, pois a água do carro do Estoril - um veículo de combate a incêndios urbanos - não possuía muita quantidade. "Nesse interregno ficámos sem água. Mas mesmo que ela não tivesse faltado, não teria sido possível salvar as pessoas".
Lágrimas, gritos e expressões de desespero exprimiam a dor de quem, por um lado, lamentava a tragédia e, por outro, se revoltava perante a impotência de nada poder ter feito para salvar os amigos. "Era uma família muito amada no bairro", contou ao DN Maria Gaivão, directora do ATL da Galiza, instituição que trabalha com as famílias do bairro há mais de 20 anos.
No momento em que foram retirados os corpos das cinco vítimas, centenas de pessoas encheram o vale onde se situam as mais de cem barracas que ainda não deram lugar a realojamento. Gritaram, choraram, houve até desmaios, e acompanharam o cortejo do transporte das vítimas, escoltado pela PSP, com gestos de sofrimento.
No bairro - povoado de casas de tijolo e madeira e uma imensidão de lixo e lama - estiveram técnicos da equipa de realojamento, amigos, voluntários das instituições que acompanham as famílias e dois padres. As crianças foram privadas da cena e mandadas para a escola. Ao fim do dia, uma missa reuniu amigos e conhecidos no bairro.
"Esta desgraça é uma chamada de atenção. Há muita gente sem direitos que vive em situações miseráveis. Não há um culpado concreto desta situação, somos todos nós, que convivemos com indiferença com estas diferenças económicas e sociais", lamentou Maria Gaivão.
Ministro Defesa homenageia Marinha pela distinção à guarnição da fragata Corte-Real
Provedor do Público defende divulgação das escutas pela sua "relevância política"
Inovação: Tecnologia Et, hoje premiada, explora uso madeira e do vidro com vantagens energéticas
Face Oculta: Deloitte não detecta actos que constituam crime público na REN
Futebol: Wigan - Jogadores devolvem dinheiro dos bilhetes, após 1-9
Após queixas irlandesas Le Monde responde com vídeo
Ricardo Araújo Pereira exige demissão de Jorge Jesus
Português estreante em grandes torneios ganha 404 mil
Jaime Gama recusa autorizar viagem de deputados a África
Navio encalhado impede sete cavalos de participar em prova
Linha Porto-Vigo concluída dois anos depois do previsto
FBI procura falso agente secreto que burlou os McCann
PGR "actuou de forma atabalhoada" e por "razões políticas"
Só o budismo aprova casamento homossexual
Constâncio admite aumento de impostos até 2013
Assis diz que Governo foi alvo de "tentativa de decapitação"
gripe A
brasil
sida
bpp
ALEXANDRA
mangualde
Castelo Branco
gnr
EMPREGO
psp
Se tivesse possibilidades económicas compraria uma viagem ao espaço?
Grande Colecção Xutos & Pontapés
Impressora Multifunções Epson Stylus SX415
Todas as Iniciativas DN
Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos