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Portugal sobe duas posições no 'ranking' da competitividade

por

hugo bordeira  

Portugal subiu dois lugares no ranking global da competitividade elaborado pelo Fórum Económico Mundial , passando da 24.ª posição para o 22.º lugar. O Global Competitiveness Report 2005-2006, ontem divulgado, situa Portugal à frente de países como a Irlanda, França, Espanha (caiu seis posições), Grécia, Bélgica e Itália, numa classificação liderada pela Finlândia num total de 117 países (ver gráfico).

Em dois anos, o país sobe assim três posições, já que em 2004-2005 também tinha ascendido um lugar. Pelo terceiro ano consecutivo, a Finlândia é considerado a economia mais competitiva do Mundo, mantendo-se novamente os Estados Unidos e a Suécia nas segunda e terceira posições.

O relatório é realizado anualmente pela organização através do cruzamento estatístico de indicadores gerais com inquéritos de opinião recolhidos junto de 11 mil líderes empresariais dos 117 países. O enfoque é colocado no ambiente macroeconómico, no qual Portugal se classifica no 37.º lugar, na qualidade das instituições públicas (15.ª posição) e no nível de desenvolvimento tecnológico (20.º). O objectivo é comparar um conjunto de factores críticos para o crescimento económico e avaliar a posição relativa de cada país.

vantagens. Entre as principais vantagens competitivas de Portugal, o relatório aponta as baixas taxas de juros cobradas pelos bancos (11.º lugar), um dos critérios utilizados para avaliar o ambiente macroeconómico. Também positivos, agora ao nível das instituições públicas, são os índices relacionados com o combate ao crime organizado (7.ª posição), as irregularidades detectadas no pagamento de importações e exportações (11.º), a independência do poder judicial (15.º) e as irregularidades nos pagamentos das utilidades públicas. Nos elementos relativos à tecnologia e inovação, as principais virtudes estão no licenciamento de tecnologias estrangeiras (4.º), no sucesso governamental na promoção de tecnologias de informação e comunicação (13.º), na transferência de tecnologias (14.º), no número de telemóveis (14.º) e na importância concedida pelo Governo a estas áreas (16.º).

desvantagens. Mas nem tudo é positivo e a síntese do relatório do Fórum Económico Mundial sobre Portugal aponta mais desvantagens competitivas do que vantagens. Ao nível macroeconómico, o país é dos mais pessimistas sobre a evolução económica, classificando-se na 103.ª posição no índice de expectativa de recessão. Outros indicadores negativos são as taxas de poupança (94.º), a dívida pública (72.º), o défice do Estado (71.º), o desperdício público (58.º), o acesso ao crédito (51.º), a inflação (38.º) e o rating de crédito do país (22.º).

Nas instituições públicas, as desvantagens apontadas prendem-se com as irregularidades na cobrança de impostos (28.º), com os direitos de propriedade (25.º) e os favoritismos das decisões governamentais (22.º). Ao nível da tecnologia, o relatório enumera várias pechas na competitividade nacional. Com a baixa literacia tecnológica à cabeça (50.º), as principais fragilidades estão no baixo nível de assimilação de tecnologias (48.º), no número de computadores por habitante (43.º), nos gastos empresariais em pesquisa e desenvolvimento (42.º), no acesso à Internet nas escolas (39.º), no número global de utilizadores da Net (35.º), na qualidade da concorrência entre fornecedores de acesso à Internet (34.º) e outros.


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