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Carmona tem 309 medidas na manga

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francisco almeida leite  

"É um compromisso sobre o que podemos e devemos fazer nos primeiros meses" de mandato. Foi assim que Carmona Rodrigues definiu ontem, na sede da sua candidatura, as 309 medidas a concretizar em 180 dias se ganhar o direito de governar a Câmara Municipal de Lisboa (CML). Uma atitude, diz, para contrariar o que se passa na maior parte das vezes com os políticos "Depois de eleitos, acabam por criar um vazio."

O candidato apoiado pelo PSD - que adiantou querer "proceder a uma profunda renovação dos regulamentos municipais" para que estas e outras medidas sejam exequíveis - defende, na área da segurança, a assinatura de um protocolo com o Ministério da Administração Interna para a formação conjunta de agentes a integrar na Polícia Municipal, assim como a recuperação da "figura do guarda--nocturno". Para o embelezamento dos bairros, Carmona quer criar "Brigadas de Intervenção Rápida (BIR) com agilidade e rapidez adequada às necessidades de limpeza e higiene urbana" e o que chama de "bancos de voluntariado sénior por freguesia, que funcionem como zeladores do espaço público".

Na área da mobilidade, o candidato do PSD pretende negociar contratos com parques que promovam o "estacionamento periférico". Exemplos disso são os parques do Sporting, do Benfica e da Gare do Oriente, que funcionariam como "dissuasores" da entrada de carros em Lisboa. Isto para além de querer disponibilizar sete mil lugares de estacionamento para residentes por renegociação dos contratos com vários parques da cidade.

cinco mil fogos para jovens. É na reabilitação e no regresso de pessoas a Lisboa que se dão algumas das apostas mais arriscadas para Carmona realizar em apenas seis meses. Para já, assume a vontade de "iniciar os procedimentos e montar o modelo de financiamento para construção de cinco mil fogos para arrendamento destinados a jovens e jovens casais a custos controlados". E o "acelerar dos estudos técnicos" para reabilitar os bairros da Liberdade, Padre Cruz e da Boavista.

Outra das áreas mais ambiciosas deste programa dos 180 dias é a cultural. Carmona Rodrigues quer "concluir os procedimentos de aquisição do Pavilhão de Portugal", na zona da Expo; encomendar o projecto de arquitectura do Parque Mayer a Frank Gehry; trazer a colecção Berardo para a capital; instituir a Bienal de Arquitectura de Lisboa; criar o prémio literário municipal com o nome José Cardoso Pires; e lançar o Lisboa Film Comission, um festival de cinema.

Segundo o actual presidente da CML, "as pessoas não podem esperar muito tempo para verem estas medidas implementadas". Daí que o mesmo homem que diz ter cumprido "95%" do que foi proposto em 2001 queira ser posto à prova seis meses depois de ser eleito.


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