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CDS quer mais segurança cívica

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f. a. l.  

Maria José Nogueira Pinto foi ontem às instalações da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), em Lisboa, defender medidas intercalares para atacar o problema da insegurança nas suas várias vertentes. "O raciocínio político é de curto prazo", disse.

A candidata do CDS/PP ouviu os responsáveis da APAV traçarem um quadro negro sobre o apoio às vítimas de violência doméstica, de acidentes ou de assaltos e garantiu ser a favor da videovigilância e da introdução da figura dos "mediadores" em bairros problemáticos. Para o efeito, Nogueira Pinto lembrou a sua experiência na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, onde existem os "mediadores ciganos" que dialogam com aquela comunidade.

Manuel Ferreira Antunes e João Lázaro, respectivamente presidente e secretário-geral da APAV, adiantaram à candidata a sua preocupação face às estatísticas sobre as vítimas, que dizem ser pouco fidedignas. Contrastando as cifras negras com o que apelidaram de "cifras cinzentas", os responsáveis daquela instituição privada - que é contratada pelo sector público - alertaram para o facto de não existir "um critério uniforme de estatísticas". E, reforçaram, "no meio deste filme quem perde é a vítima", visto que para além do perigo da retaliação ainda sofre pressão para não apresentar queixa.

"Mais segurança não é necessariamente mais polícia", disse Maria José Nogueira Pinto, que concordou com os responsáveis da APAV no diagnóstico de problemas como o do urbanismo como factor de risco (tendo sido citado o exemplo de Chelas), da violência doméstica sobre idosos e, sobretudo, do papel dos próprios cidadãos na prevenção dos crimes. Neste ponto, aliás, Nogueira Pinto chegou a alertar para o facto dos "poderes eleitos" não poderem fazer tudo "Até convém que nos defendamos deles", disse a candidata democrata-cristã.

Admitindo que Lisboa não é uma "cidade tão segura quanto outras cidades", Maria José Nogueira Pinto garantiu no final da visita a importância do envolvimento dos cidadãos com a polícia no que designou de "detecção precoce". E lembrou que a necessidade de reforço dos efectivos da Polícia Municipal depende da PSP.


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