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por
kátia catulo
Nem as novas tecnologias e, muito menos, a globalização trouxeram mais justiça ao mundo. Pelo contrário. A desigualdade a nível global é maior do que há uma década. Esta é a grande conclusão do relatório sobre a Situação Social Mundial de 2005, das Nações Unidas,que ontem foi apresentado pelo secretário-geral, Kofi Annan. Mais de 80% do produto interno bruto mundial pertence aos mil milhões de pessoas que vivem nos países desenvolvidos; os restantes 20% estão distribuídos pelos cinco mil milhões que (sobre)vivem nos países em desenvolvimento.
De acordo com as Nações Unidas, o fosso entre ricos e pobres aumentou na última década, apesar do crescimento sem precedentes e da melhoria das condições de vida em muitos países. O número de pobres não pára de crescer e já atingiu os 307 milhões de pessoas.
O relatório das Nações Unidas mostra que, nos últimos 30 anos, o número dos que vivem com menos de um dólar por dia duplicou nos países menos desenvolvidos. O dado mais preocupante, porém, é a tendência para esse valor aumentar até 2015, altura em que aqueles países poderão passar a ter 420 milhões de habitantes a viver abaixo do limiar da pobreza.
Em algumas regiões, sobretudo no continente africano, parte da população tem um consumo diário de apenas 46 cêntimos, enquanto que um cidadão suíço gasta cerca de 50 euros. Nos anos 80, a população africana que vivia com menos de um dólar por dia era de 56%. Hoje este valor atinge os 65%.
A situação mundial do emprego caracteriza-se igualmente por uma extrema desigualdade. Em 2003, cerca de 186 milhões de pessoas não tinham emprego, o que corresponde a 6,2% da população activa total e representa um aumento de 140 milhões de pessoas relativamente à década anterior, quando este valor não ultrapassava os 5,6%.
Os jovens são os mais afectados, uma vez que a taxa de desemprego na faixa etária entre os 25 e 35 anos é 3,5 vezes superior à da população adulta. Em todo o mundo, há 88 milhões de jovens desempregados, o que representa 47% de todas as pessoas que não têm emprego.
De acordo com o o documento das Nações Unidas, em 2004, menos de metade dos jovens disponíveis para trabalhar tinham um emprego e muitos estavam subempregados, com contratos de carácter temporário ou outros vínculos laborais precários.
Em muitos países em desenvolvimento, a grande maioria dos jovens trabalha na economia paralela 93% dos novos postos criados em África e quase todos na América Latina pertencem à chamada economia informal.
O fenómeno acentuou-se entre 1993 e 2003, quando a participação dos jovens no mercado de trabalho sofreu uma queda de 4%. Contudo, lembra a ONU, a população juvenil que frequentava o ensino secundário e superior também aumentou, tendo crescido na década anterior 15% no ensino médio e 8% no superior.
Atrás do desemprego está sempre a pobreza e os dados da ONU confirmam a regra 25% dos jovens do mundo (22,5% da população mundial) estão em situação de pobreza extrema. E o futuro não é prometedor: segundo os cálculos das Nações Unidas, em 2015, haverá 660 milhões de jovens em idade activa, o que implicará um crescimento de 7,5% em relação aos que faziam parte da força de trabalho em 2003. Ou seja, até 2015 haverá mais jovens do que nunca a procurar um lugar no mercado de trabalho.
O mundo analisado à lupa da ONU é pessimista e mostra que o progresso só acentuou ainda mais as disparidades entre pobres e ricos. Mas Annan recusa o pessimismo. "Ao identificar algumas questões mais críticas que afectam o desenvolvimento social nos nossos dias, o relatório pode ajudar a orientar medidas decisivas que visem construir um mundo mais seguro e próspero, em que as pessoas possam usufruir dos seus direitos humanos e liberdades fundamentais", concluiu o secretário-geral da ONU. Teremos de esperar mais uma década para saber se o seu alerta foi lançado em terra fértil.
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