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Hospitais levam médicos a casa

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Os doentes crónicos seguidos pelos hospitais de S. Francisco Xavier, Egas Moniz e Santa Cruz vão passar a beneficiar de acompanhamento no domicílio. A iniciativa, anunciada ontem pelo ministro da Saúde, Correia de Campos, consta do novo modelo do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO), que reúne as três unidades hospitalares e deverá arrancar em Janeiro de 2006.

De acordo com o ministro, que ontem visitou o serviço de Medicina II do Egas Moniz, a medida tem como objectivo facilitar o acesso a cada hospital e evitar as deslocações desnecessárias às urgências, que acabam por implicar a realização de exames que o paciente já efectuou noutras ocasiões. O modelo prevê que os profissionais de enfermagem, acompanhados ou não por médicos, se desloquem a casa do paciente - sobretudo os doentes crónicos -, avaliando-se depois a necessidade de um eventual internamento.

Embora ressalve que não pretende "criar um modelo único", impondo a solução a outros hospitais, Correia de Campos acredita que outras unidades do País venham a aderir voluntariamente ao mesmo sistema. Até porque, lembra, a experiência não é inédita.

Segundo explicou ao DN José Miguel Boquinhas, presidente do conselho de administração do futuro CHLO, o "repto lançado" pelo ministro segue a linha daquilo que já vem sendo praticado no Hospital de Santa Cruz, onde "os doentes, quando têm algum problema, entram directamente em contacto com o seu médico assistente" antes de se dirigirem à urgência.

Para José Miguel Boquinhas, o modelo referido pelo ministro como "hospitalização no domicílio" vem "complementar" esta vertente, permitindo um apoio ao doente na sua residência. Numa primeira fase, e tendo em conta "o problema da falta de recursos humanos, sobretudo pessoal de enfermagem", o modelo irá abranger "os doentes mais idosos e crónicos", podendo mais tarde vir a estender-se a outros grupos de pacientes.

Embora as estimativas sobre o número de doentes abrangidos pelo novo modelo e os custos financeiros implicados ainda não estejam concluídas, o presidente do conselho de administração conta vir a receber "apoio do ministério ou do mecenato", sobretudo "a nível da aquisição de viaturas" que possibilitem a deslocação dos técnicos a casa dos doentes.

Com a constituição formal prevista para o próximo mês de Janeiro, o CHLO unirá os três hospitais da região - actualmente Sociedades Anónimas -, numa única instituição com o estatuto jurídico de Entidade Pública Empresarial (EPE). O novo CHLO é o segundo a ser criado na capital, onde já existe o Centro Hospitalar de Lisboa, que une os hospitais dos Capuchos, Desterro e S. José.

*Com Lusa


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