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por
susete francisco
Maria José Nogueira Pinto apontou ontem a falta de capacidade de liderança da presidência da câmara de Lisboa como uma das razões que tem impedido a melhoria das condições de tráfego e mobilidade na capital.
Em conferência de imprensa destinada a apresentar as propostas da candidatura do CDS/PP, na área dos transportes e mobilidade, a candidata à autarquia criticou a falta de articulação entre a câmara e empresas como a Carris ou estruturas como o aeroporto ou o porto de Lisboa. Numa crítica ao "consulado" Santana/Carmona Rodrigues, Nogueira Pinto defendeu que a articulação "com o Governo foi o que se viu, a Autoridade Metropolitana de Transportes foi um 'flop'". "A capacidade de liderança não foi muita", concluiu.
Uma "câmara operacional" e um "presidente da câmara com capacidade de liderança" foram, por isso, duas das condições que a candidata qualificou como essenciais para mudar a face da capital na área da mobilidade. Uma aposta que passa pela coordenação dos transportes públicos, de forma a travar a entrada diária de 400 mil automóveis em Lisboa, e pela melhoria das condições para peões.
Para a candidatura centrista, a peça central desta articulação é o metropolitano. A par da expansão das linhas, os centristas propõem o início da construção de um metro ligeiro, entre Algés e Loures.
Aumento do número de corredores exclusivos para transportes públicos, criação de parques de estacionamento gratuitos para veículos de duas rodas ou rigoroso cumprimento do regulamento de cargas e descargas - com recurso a videovigilância nas artérias mais problemáticas - são outras das propostas avançadas pelos democratas-cristãos. Que prometem também especial atenção aos problemas de estacionamento.
Entre as medidas anunciadas, o CDS propõe a criação de mais estacionamento residencial, bem como a definição de tarifas especiais, em parques, para residentes. De acordo com António Carlos Monteiro, vereador e número três nas listas do CDS, determinante é também a criação de parques de estacionamento "dissuasores" - construídos juntos aos interfaces de transportes, sobretudo na periferia de Lisboa. Um projecto que implica a intervenção da Autoridade Metropolitana de Lisboa. Mas não nos moldes em que tem funcionado, sublinhou Nogueira Pinto, criticando a AMP por "excesso de burocracia, gestão ineficiente é, às vezes, incompetente".
Defendendo que as medidas propostas constituem um "programa exequível que não envolve grandes verbas", Nogueira Pinto fez também questão de salientar que o combate aos problemas de tráfego, em Lisboa, passa antes de mais por estancar a saída de habitantes da capital para a periferia.
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