Última hora Ringo Starr e Paul McCartney gravam juntosLuva de Michael Jackson vendida por 235 mil...Atlantis: Terminou segunda saída orbital...Primeiro porto espacial nasce no Novo MéxicoMilionária israelita previu crise mundial..."Orçamento Redistributivo revela dificuldades"...Congresso debate cooperação no espaço Atlântico...Casas 'verdes' para vários preçosBES Angola fechará 2009 a crescer 30%Empresários acusam Governo de asfixiar empregadoras
por
eli Sabete frança
O programa e a mensagem divulgados pelo Ballet Gulbenkian (BG), em folhas A4, sob o título Domingo no Teatro Camões(ver DN de ontem), podia tomar-se, à partida, como uma espécie de epitáfio para participantes no ritual fúnebre da companhia. "Não venho ao funeral, faço parte do morto, de alguma maneira", dizia ao DN Nuno Carinhas, acompanhado pela cenógrafa Ana Vaz. O ex-colaborador do BG, também cenógrafo e figurinista, perto de uma década - "sobretudo nos anos 80, mas terei começado ainda em workshops dos anos 70, com o Vasco Wallenkamp, a Olga Roriz, o Paulo Ribeiro "-, lamentava que, no quadro do encerramento diário de fábricas no País, "tenham resolvido fechar uma das tão poucas fábricas de beleza que tínhamos". Tristeza, perplexidade, indignação e desconfiança dominavam a atmosfera que os bailarinos subverteriam, porém, na sua desesperada e contagiante alegria.
Desespero da impotência para inverter o destino por outrém definido, alegria de dançar ainda assim, logo na explosão telúrica e erótica de Cantata, "a agradecer a onda de calor que se gerou à volta deles". Esta vontade - que determinara a prestação pública e gratuita no Teatro Camões, pequeno nos seus quase 900 lugares para acolher quantos queriam integrar "a onda", levando os 27 intérpretes da coreografia colectiva Aqui e Agora, com os músicos do Danças Ocultas, a uma performance suplementar à beira Tejo - tinha-no-la expressado Adriana Queirós, bailarina, ex-BG, que dava uma ajuda na organização, aos amigos promotores da iniciativa, por acharem "amoral e indigno o modo como o BG foi extinto".
Tanto que Paulo Ribeiro, o último director, chegado com a família (a bailarina Leonor Keil e filhos), só articulou duas frases "Vim ver os bailarinos pela última vez. Agora não vou dizer nada."
cidadania. Entre a imensidão de gente que, num domingo 31 de Julho, esperara, firme e com mais de uma hora de antecedência, a abertura da bilheteira improvisada no foyer, às 15.00, para obter senhas de acesso, ombreavam figuras públicas com cidadãos anónimos. À aproximação das 19.00, observava-se certa exaltação por parte de quem não chegara a tempo para ter ingresso - largas dezenas, amontoadas à porta.
Entre as figuras públicas, com ligação principalmente à dança e outras artes do espectáculo, artes plásticas ou cinema, encontrámos o casal Manuel Maria Carrilho/Bárbara Guimarães. O professor de filosofia, ex-ministro da Cultura e candidato à presidência da CML, que não tem querido "falar sobre isto" nem comenta propostas avulsas mas acha "um bocadinho esquizofrénico fazer distinções entre o cidadão e o candidato", fez breves declarações ao nosso jornal.
"Em primeiro lugar, foi uma decisão lamentável extinguir o BG. Azeredo Perdigão, como se sabe, era de Viseu, era um conhecimento de família e, desde miúdo, segui o projecto. O BG era uma das melhores representações exteriores do País. Compreendi mal a decisão, que será legítima da parte duma fundação, mas não se pode abrir mão de uma instituição como o BG, assim, sem mais. É um empobrecimento grande para a cidade e para o País. Principalmente num momento em que as coisas estavam a correr bem, do ponto de vista artístico e [da frequência] de público." Quanto a Lisboa, o candidato autárquico do PS pensa que "tem havido grande desinvestimento e desorientação, com falta de uma política de espaços culturais" e defende que "se pense, para o futuro, a ambição da cidade também no domínio das artes do espectáculo".
A extinção do BG, para o encenador João Lourenço, chegado na companhia da tradutora, dramaturgista e professora Vera San Payo de Lemos, "é horrível, inacreditável, não se sabe o que se há-de dizer". Todavia, o director do Novo Grupo/Teatro Aberto diz também que "isto representa um espelho da cultura do País. É um gesto muito feio da fundação acabar com o BG é acabar com muito trabalho e sacrifício, com uma das melhores companhias de dança do mundo. E é um exemplo para o Governo: se a Gulbenkian o fez, por que não podem outros fazer?"
"Completamente cúmplice" com os atingidos, o cantor Luís Madureira recordava-nos "Trabalhei em várias coreografias, chamaram-me como professor de elocução ou como colaborador para a banda sonora. Apesar de a fundação ser livre de fazer o que entender, é uma questão de cidadania. As soluções alternativas apresentadas não me parecem suficientes, enquanto frequentador ou enquanto colaborador."
romagens familiares. Na primeira fila da plateia, com marido e filho de quatro anos, a cineasta Raquel Freire (Rasganço) declarava-nos "Venho ver a companhia de dança que me encheu de alegria ao longo dos últimos anos. Embora respeitando uma decisão que não compreendo, essa decisão entristece-me muito. Os novos coreógrafos portugueses vieram, em geral, do BG, e a companhia prestava um serviço público". A rematar, enfatizou: "É também com grande tristeza que o meu filho vai deixar de ver estes espectáculos, a que ia desde a idade de um ano."
Maria Cândida Caeiro, uma senhora de idade, "não era espectadora habitual do BG, não tinha assinatura, mas ia ver alguns espectáculos" e revela-se-nos "muito interessada no caso". Até porque a sua filha é amiga de bailarinos e, lamenta a nossa interlocutora, vendo "isto tudo muito nebuloso" "Não conseguimos perceber a decisão, que é uma grande perda para a cidade e para o País." A filha, que entretanto se aproximava mas recusou dar o nome, limitar-se-ia a comentar: "As pessoas estão consternadas. Só quem vai usufruir disto é que poderá não estar..."
Entre público de todas as idades, incluindo não poucas crianças, abordámos também uma família de curiosos (Isabel e seus jovens sobrinhos, Miguel, Sara e Tânia), nem artistas nem frequentadores da Fundação Gulbenkian, presentes ali por "solidariedade", "discordância disto", "gosto pela dança" e, vá lá, borla em "tempo de férias".
Primeiro porto espacial nasce no Novo México
Milionária israelita previu crise mundial
"Orçamento Redistributivo revela dificuldades"
Congresso debate cooperação no espaço Atlântico
Casas 'verdes' para vários preços
BES Angola fechará 2009 a crescer 30%
Dois feridos em incêndio de auto-caravana
Alerta vermelho face à erupção iminente de um vulcão
Vingança por escrito da "mãe da América"
"Professor Élio, somos do Sporting mas apoiamos o Costa"
Irlanda insiste em repetir jogo e até Henry aceita a ideia
Henry assume irregularidade e pede repetição do jogo
PGR arquiva escutas de Sócrates sem ouvir Noronha
Menina detida ao volante com mãe embriagada ao lado
Queiroz na África do Sul na próxima semana
Proença de Carvalho considera "ilegais" escutas ao Primeiro-Ministro
PGR manda arquivar escutas a Sócrates
Face Oculta: Não existem nas cinco escutas elementos que justifiquem procedimento criminal contra primeiro-ministro-PGR
gripe A
bpp
brasil
Castelo Branco
sida
depeche mode
ALEXANDRA
EMPREGO
gnr
mangualde
Decisão do PGR significa o fim do processo 'Face Oculta' para José Sócrates?
Grande Colecção Xutos & Pontapés
Impressora Multifunções Epson Stylus SX415
Todas as Iniciativas DN
Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos