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eli Sabete frança
Os lugares foram notoriamente escassos, ao contrário das palmas dos que aplaudiram, longa e calorosamente, de pé, os bailarinos da Gulbenkiam, que ontem dançaram pela última vez e retribuíam ao público, tanto os aplausos como as flores que lhes eram atiradas do auditório. Há muito que não se via uma manifestação assim, no palco da fundação ou no Teatro Camões, em Lisboa, onde se despediram.
"São os últimos de muitos que ao longo de 40 anos encheram, com uma arte única, palcos que se tornaram territórios de sonhos, viagens e fantasias". Esta foi a frase inicial de uma mensagem com que os bailarinos agradeceram a presença dos colaboradores, amigos e do público em geral - algum até nunca tinham visto a companhia mas quis solidarizar-se. A primeira peça só começou 20 minutos depois das 19.00, hora marcada para o início. A mensagem mencionava bailarinos, coreógrafos, músicos e artistas plásticos, recordava digressões pelo País e o estrangeiro.
Antigos bailarinos e coreógrafos, figuras conhecidas do mundo das artes e do espectáculo, gente anómina, muitos ocorreram ao Teatro Camões, com a esperança de conseguir um ingresso para assistir ao último espectáculo do Ballet Gulbenkian. Mas poucos mais de 800 tiveram acesso, dada a lotação da sala, pelo que, no final, toda a companhia veio continuar a dançar no exterior, acompanhada pela música do Danças Ocultas.
Manuel Maria Carrilho e Bárbara Guimarães foram só duas presenças entre individualidades ligadas à dança, como o último director da companhia, Paulo Ribeiro, e o encenador , cenógrafo e figurinista Nuno Carinhas ou o coreógrafo Rui Horta.
Luís Madureira, João Lourenço, Vera San Payo de Lemos, Margarida Cardoso, Raquel Freire, Fernanda Lapa, Fernando Gomes e Beatriz Batarda foram algumas das muitas figuras do teatro e do cinema que também compareceram. Cantata, música de Cristina Vetrone, coreografia de Mauro Bigonzetti, abriu o espectáculo, seguindo-se Aqui e Agora, improvisação colectiva, com participação do grupo Danças Ocultas.
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