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Prisa na Media Capital pode fortalecer mercado da TV

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Paula Brito  

A entrada efectiva do grupo espanhol Prisa na holding portuguesa Media Capital, dona da TVI, poderá fortalecer o mercado da televisão em Portugal.

De acordo com vários operadores e analistas de mercado contactados pelo DN, o grupo Prisa, que tem como prioridade o negócio da televisão, nomeadamente o controlo da TVI, como forma de rentabilizar um investimento avultado na operação, deverá trazer a este mercado um entendimento mais fácil com as restantes estações de televisão, SIC e RTP. O resultado final será uma maior coesão ao nível dos preços a praticar, que poderão subir, aspecto nem sempre pacífico entre as três estações de televisão face à "pressão" de anun- ciantes e agências de meios. De acordo com dados da Marktest, a televisão registou um aumento das suas receitas publicitárias na ordem dos 30%, atingindo 1,2 mil milhões de euros a valor de tabela (ver texto na página 39).

As relações entre Impresa, dona da SIC, e Prisa são, aliás, já muito boas por via da relação pessoal entre Francisco Pinto Balsemão e Juan Luis Cebrián, administrador-delegado do grupo espanhol, confirmou fonte da empresa portuguesa ao DN. O nosso jornal contactou a Cofina, que se escusou comentar o negócio. Do mesmo modo tentou ouvir a direcção comercial da RTP, mas até ao fecho desta edição não foi possível.

O negócio. A Prisa estabeleceu um acordo em que os accionistas da Media Capital atribuem à Prisa um direito de preferência, durante dois anos, relativo à totalidade das acções da Vertix, que detém 28,48% do capital do grupo, bem como o direito a até mais 13,32% das acções da Media Capital, válido por 39 meses, a partir da eventual aquisição das acções da Vertix. Os accionistas desta poderão exercer uma opção de venda num prazo entre três a seis meses. Estas são posições que dão o controlo da Prisa no grupo de Paes do Amaral, onde se inclui a TVI, estações de rádio (Comercial, Best Rock, Cidade), o fornecedor de Internet IOL e vários sites.A venda da totalidade da Vertix à Prisa representa um encaixe de 189,5 milhões de euros para os accionistas da Media Capital, além das participações de 24% do capital social na Prisa División Internacional, que reúne os investimentos do mesmo grupo em meios de comunicação internacionais. Mais de 70 milhões de euros e 80 milhões é quanto a Prisa deverá pagar pela cedência das participações de 12% e 13,2%, respectivamente. Porém, esta opção de venda só se efectuará se a Prisa tiver adquirido a totalidade do capital da Vertix.

Paes do Amaral disse ontem no Jornal Nacional, da TVI, que não vendeu o grupo nem a TVI. "O que existe é um acordo de dois anos, em que a Prisa fica com o direito de preferência na compra das participações que os accionistas da Media Capital decidam vender." "A RTL não avançou porque não estava disponível para o mesmo tipo de acordo", explicou Paes do Amaral.


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