Última hora Cavalos retirados "com sucesso" de navio...Checos arbitram em Alvalade, austríacos no...Concessões: Tribunal de Contas detecta três...Guimarães não apresenta queixa pelo apedrejamentoQuinta da Gaivosa Tinto 2005 conquista o...Canoagem: Montemor-o-Velho recebe europeus...INEM assegura que não recebeu pedidos de...Défice: Paulo Portas diz que aumento de impostos...Açores/Cargueiro: Cavalos retirados "com...Face Oculta: Conselho Superior da Magistratura...
por
Paula Moura pinheiro
Jornalista
Convido cada cavalheiro que me está a ler a imaginar que, de repente, o confrontam com a existência de um filho que não projectou nem deseja e lhe exigem uma paternidade responsável. Não falo apenas de investimento financeiro, querem de si que construa com ele uma relação única, de pai. Faça um esforço e coloque-se nessa posição. Por mais que tenha participado, por negligência ou acidente, na produção daquela gravidez, não sera difícil sentir como está a ser sujeito a uma enorme violência ter um filho é algo demasiado sério para nos ser imposto desta maneira, como facto consumado, certo?
Agora imagine que, para lá do inesperado confronto com um filho que não projectou nem desejou, tem de viver, durante nove meses, a gravidez que não projectou nem desejou. Ela cresce dentro de si, apesar de si. E, sabendo-se o quão simples é interromper este processo precocemente, o Estado de Direito que é o seu diz-lhe que é crime faze-lo, e que o cavalheiro é obrigado, quer queira quer não, a viver, a respirar cada minuto, cada segundo dos mais de 270 dias deste processo radical, de transformação do seu próprio corpo, de gestação de outro dentro de si. Faça um esforço e coloque-se nessa posição.
O que lhe estaria a si, cavalheiro, a dizer o seu Estado de Direito? Estar-lhe-ia a dizer que o direito à vida de uma promessa de ser humano vale mais que o direito à sua autodeterminação, à autodeterminação de um ser humano existente. Estar-lhe-ia a dizer que a sua liberdade, a sua integridade, a sua dignidade, que a sua pessoa, valem menos que uma promessa. E que o cavalheiro será sempre obrigado a levar até ao fim qualquer gravidez que lhe aconteça. O seu Estado de Direito estaria a subtraí-lo à qualidade de cidadão e a confiná-lo à categoria de incubador da espécie, certo?
Despenalizar a legítima opção de não levar uma gravidez por diante é uma obrigação de qualquer Estado de Direito, laico e democrático, não é sinónimo de convidar as mulheres a abortar. É deixar que esta matéria, tão delicada e tão absolutamente íntima, se resolva no exercício do critério insubstituível da própria consciência. Consciência essa que, mesmo em presença da despenalização da interrupção voluntária da gravidez, pode sempre decidir, livremente, levar por diante uma gravidez que começou por não ser desejada.
Cavalos retirados "com sucesso" de navio encalhado
Checos arbitram em Alvalade, austríacos no Benfica
Guimarães não apresenta queixa pelo apedrejamento
Quinta da Gaivosa Tinto 2005 conquista o ouro na Suíça
Canoagem: Montemor-o-Velho recebe europeus de 2012 e 2013
INEM assegura que não recebeu pedidos de demissão
Ricardo Araújo Pereira exige demissão de Jorge Jesus
Português estreante em grandes torneios ganha 404 mil
Jaime Gama recusa autorizar viagem de deputados a África
Navio encalhado impede sete cavalos de participar em prova
Linha Porto-Vigo concluída dois anos depois do previsto
FBI procura falso agente secreto que burlou os McCann
PGR "actuou de forma atabalhoada" e por "razões políticas"
Constâncio admite aumento de impostos até 2013
Só o budismo aprova casamento homossexual
Assis diz que Governo foi alvo de "tentativa de decapitação"
gripe A
brasil
sida
bpp
ALEXANDRA
mangualde
Castelo Branco
gnr
EMPREGO
psp
Se tivesse possibilidades económicas compraria uma viagem ao espaço?
Grande Colecção Xutos & Pontapés
Impressora Multifunções Epson Stylus SX415
Todas as Iniciativas DN
Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos