Publicidade
Diário de Notícias Diário de Notícias


media

'Crime do Padre Amaro' versão SIC

por

marina almeida  

O realizador Carlos Coelho da Silva acompanha os ensaios, dá indicações aos actores. Ruy de Carvalho, Nicolau Breyner, João Lagarto, José Wallenstein e Jorge Corrula estão sentados à mesa e já são o Abade Cortegaça, o Cónego Dias, o Padre Brito, o Padre Natário e o Padre Amaro. Relêem o texto, afinam o tom. Não tarda, estão prontos para gravar, quando um dos elementos da produção interrompe há uma impertinente mosca que também quer aparecer na televisão e todos devem sair da sala porque se vai usar o implacável Dum-Dum...

Na Quinta de Rio Frio, para as bandas de Alcochete, um enorme palacete vai alojar várias cenas de O Crime do Padre Amaro, a nova aposta da SIC para o grande e pequeno ecrã (ver caixa). No primeiro dia de gravações, os trabalhos centraram-se na sala de jantar. Os actores estão sentados à mesa, ensaiam as deixas e, a dada altura, acertam os relógios são sete horas.

É hora de jantar. À volta dos cinco actores está perto de uma dezena de elementos da equipa que constrói a adaptação moderna da obra de Eça de Queiroz. Quando os actores vestem a pele das suas personagens, fazem magia. Mesmo por detrás das câmaras, sem o enquadramento e testemunhando as manobras de bastidores, eles levam-nos para "lá".

Os quatro padres mais sabidos e o novato Amaro são, afinal, uma metáfora da realidade em que os quatro veteranos - Ruy de Carvalho, Nicolau Breyner, João Lagarto, José Wallenstein- contracenam com o estreante Jorge Corrula, a quem o nervoso miudinho tirou o sono na noite anterior...

sem cheiro. Três horas antes da cena, a equipa da Utopia Filmes chegava ao palacete, que é também uma unidade de turismo de habitação. Traziam grandes malas mas não vinham descansar. Na verdade, para tudo parecer simples no ecrã, perto de oito dezenas de pessoas trabalham atrás da câmara. Antes do jantar dos religiosos, não cheirou a ensopado de borrego. Foram estendidos centenas de metros de cabo, colocou-se a iluminação, ouviu-se serrar e pregar.

O grande desafio deste projecto é a necessidade de fazer uma dupla versão, para cinema e uma minis-série de quatro episódios. "A dinamica, quer de filmagem quer de montagem, é mais rigorosa, com a constante preocupação de planificar cenas para televisão e ou para a versão de cinema", explicou ao DN Alexandre Valente, da Utopia Filmes. Para tal, a produtora "reuniu os mais complexos e avançados meios técnicos, como é exemplo o suporte em alta definição, bem como uma estrutura de reconhecidos técnicos de cinema, com provas dadas também em programas de televisão", explicou.

As histórias do livro de Eça de Queiroz foram transpostas para a actualidade, numa Lisboa cheia de contrastes socioculturais. As filmagens seguem até 6 de Agosto em Chelas, no Vale de Alcântara, em Campo de Ourique, na Doca de Santos, no Museu do Traje, em Belém e na Ponte 25 de Abril, entre outros locais.

Lourdes Norberto, Rui Unas, Paula Guedes, Luís Esparteiro, Pedro Granger, Sam The Kid e a estreante Soraia Chaves como Amélia são outros dos protagonistas.


ImprimirImprimirEnviar por EmailEnviar por Email
PartilharPartilhar


Especiais

Recuar
Avançar
PUBLICIDADE


PATROCÍNIO
sondagem

Inquérito DN

Se tivesse possibilidades económicas compraria uma viagem ao espaço?

Sim
Não
Votar  Ver Resultados




Desporto

Todas as notícias

Todas as notícias

Cartaz

PLANO GERAL

PLANO GERAL

Portugal

Facebook

Facebook

Televisão

Guia TV

Guia TV

Portugal

Twitter

Twitter




Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos