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Estado arrecadou 70 mil euros num dia

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carlos rodrigues lima  

O Estado pode ter arrecadado cerca de 70 mil euros (14 mil contos) já no primeiro dia de aplicação do novo Código da Estrada . Este valor é apurado a partir da média das coimas previstas para as infracções detectadas pela GNR, no sábado, dia 26. Estas indiciam que, apesar do agravamento das coimas e da obrigatoriedade do pagamento na hora, os condutores reincidem nas transgressões mais comuns excesso de velocidade, falta de cinto de segurança, condução sem seguro ou carta de condução e excesso de álcool.

Segundo informação da GNR, no passado sábado, foram fiscalizados 921 condutores, tendo sido registados 372 autos de contra ordenação 159 corresponderam a infracções graves, 22 a muito graves. O excesso de velocidade, dentro e fora das localidades, continua a ser a infracção mais detectada pela Guarda. No primeiro dia de aplicação do novo código foram detectadas 371 situações. Ora, tendo apenas em conta o valor mais baixo da coima prevista, 60 euros (dentro e fora das localidades e independentemente da margem de excesso), as multas atingiram os 22 260 euros (4452 contos). Em relação ao excesso de álcool no sangue, os militares da GNR detectaram 22 condutores com taxa superior a 0,5g/l, sendo que sete foram apanhados com um valor igual ou superior a 1,2g/l. Estes foram detidos e apresentados a tribunal.

No capítulo do excesso de álcool (de 0,5g/l a 0,8g/l), o valor das multas aplicadas pode ter superado os vinte mil euros (quatro mil contos). Isto de acordo com o valor médio entre a coima mínima, 250 euros, e o máximo, 2500 euros, previsto no diploma. Aqui o Estado terá arrecadado 20 625 euros. Já no que diz respeito à falta de cinto de segurança (punida por lei com coimas entre os 120 e 600 euros), a GNR autuou 34 condutores, o que terá resultado num pagamento total de 12 240 euros em multas ao Estado.

Os números matêm-se na casa das décimas de milhar nos autos de contra-ordenação por circulação de veículos sem seguro - punido por lei com multa entre 500 e 2500 euros. Foram detectados sete condutores nesta situação, os quais terão contribuído para os cofres do Estado com 10 500 euros. A GNR deteve ainda cinco condutores por conduzirem sem carta de condução.

Entretanto, o número de mortos na Operação Páscoa da GNR subiu, ontem, de oito para nove, na sequência de um acidente. Ainda assim, em três dias de vigilância nas estradas, os números apontam para uma diminuição de acidentes, mortos, feridos graves e ligeiros, em comparação com o mesmo período de 2004. Desde o início da operação de reforço do policiamento do trânsito na quinta-feira, ocorreram 753 acidentes rodoviários, com nove mortos, 21 feridos graves e 257 feridos ligeiros.

Registaram-se menos 194 acidentes, menos quatro mortos, menos 11 feridos graves e menos 81 feridos ligeiros que no período correspondente de 2004, segundo os dados da GNR. Em matéria de acidentes de viação, o Porto foi o distrito que registou maior número de acidentes, logo seguido de Lisboa e Aveiro, segundo dados da GNR. No Porto registaram-se 133 acidentes, provocando dois feridos graves e 36 com ferimentos ligeiros.

O distrito de Lisboa ocupa a segunda posição com o registo de 88 acidentes com dois mortos, quatro feridos graves e 32 ligeiros . Segue-se o distrito de Aveiro, onde se registaram 86 acidentes causando quatro feridos graves e vinte ligeiros.


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