Última hora Google lança sistema operativo contra MicrosoftTerror na televisão por Spielberg e Stephen...As ruínas da identidade americana'Arca d' Água' vence Ovarvídeo"A ambição é ter o Sci Fi na Zon na Primavera"Massive Attack sempre políticosMoritz von Oswald Trio no Teatro Maria Matos"Não se vive só da inspiração"Bolsa abre a subir 0,44% para 8479,86 pontosEmpresários interessados em parcerias
Éjosé
de Matos Correia
bem conhecida a importância decisiva que a política externa assume, para todos os Estados, nestes tempos de internacionalização e de globalização.
É bem conhecida, igualmente, a essencialidade de uma política externa activa e credível para países com a dimensão e as características do nosso, tendo em conta os desafios europeus e mundiais que temos pela frente.
E é bem conhecida, ainda, a relevância para a sustentação da posição internacional de Portugal da existência de um consenso alargado acerca dos elementos estruturantes dessa política externa.
Em tal medida, é muito positivo que, ao longo do seu texto, o Programa do actual Governo permaneça fiel às linhas de força tradicionais da política externa portuguesa participação activa na constru- ção europeia; reforço da relação transatlântica e, no contexto desta, da relação com os EUA; aprofundamento dos laços com os países lusófonos.
Mas esse consenso não se constrói apenas no plano dos textos ou das declarações. Depende largamente das atitudes políticas concretas. E pode, por isso, ser fragilizado pela falta de coerência dessas atitudes políticas, facto que deve, assim, ser motivo de muita preocupação.
Vêm estas considerações a propósito da situação que Portugal atravessa neste plano, caracterizada pela evidente discrepância entre o que se encontra escrito no Programa do Governo e as posições que o novo ministro dos Negócios Estrangeiros tem vindo a tornar públicas nos últimos anos. E esta não é - nem poderia ser - uma questão de pessoas. É, isso sim, um problema político central.
Eis alguns exemplos significativos dessas discrepâncias
- o Programa do Governo defende a necessidade de reactivar o diálogo euro-atlântico e a relação de defesa com os EUA. Mas o ministro dos Negócios Estrangeiros não se coibiu de afirmar que "com uma Administração americana que opta pelos dois pesos e duas medidas, onde só há hipocrisia e interesses, não se pode dialogar" (e dispenso-me de trazer aqui à colação as comparações implícitas que o ministro dos Negócios Estrangeiros estabeleceu entre os principais rostos da equipa do Presidente Bush e alguns dos mais conhecidos ditadores do nosso tempo);
- o Programa do Governo fala do reforço da coesão europeia. Mas será que se contribui para essa coesão quando o ministro dos Negócios Estrangeiros diz que "há uma incompatibilidade estrutural entre a União Europeia e a Inglaterra" ou que "o projecto europeu não terá muito a perder com a saída dos ingleses"?;
- o Programa do Governo sublinha a ideia do referendo sobre o Tratado Constitucional Europeu. Mas o ministro dos Negócios Estrangeiros tem uma opinião claramente divergente, não sendo, "em princípio, favorável ao referendo. Só em situações excepcionais, se o projecto de Constituição propusesse a transformação da União Europeia nuns Estados Unidos da Europa. O projecto não é nada disso. Não está em causa nenhuma alteração essencial à natureza da União Europeia ou do Estado português";
- o Programa do Governo reafirma o compromisso de que Portugal deve assumir a sua quota-parte de responsabilidades nas operações de paz da ONU, da OSCE, da NATO e da UE. Mas o ministro dos Negócios Estrangeiros defende, em sentido antagónico, que o nosso país tem de "reduzir a sua participação, em missões de paz, a países da CPLP".
Nada disto são pormenores. São questões muito sérias, que urge esclarecer, sob pena de se pôr em causa a credibilidade do Estado português, com consequências imprevisíveis. É que a falta de coerência em política externa paga-se muito caro.
E tanto os portugueses como os nossos parceiros na cena europeia e internacional têm o direito de saber se a política externa do nosso país é a que vem expressa no Programa do Governo ou se é, antes, a que decorre das atitudes sistematicamente assumidas pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, justamente o principal intérprete dessa mesma política externa.
Bolsa abre a subir 0,44% para 8479,86 pontos
Empresários interessados em parcerias
Nestlé na corrida à Cadbury
"A pesca tem de ter economistas para ser rentável"
Aerosoles paga 70% do salário de Outubro
MP responde ao pedido de nulidade do processo BCP
Ricardo Araújo Pereira exige demissão de Jorge Jesus
Jaime Gama recusa autorizar viagem de deputados a África
Gripe A:Laboratórios privados fazem 21 análises hora
Navio encalhado impede sete cavalos de participar em prova
(VÍDEO) Mão de Thierry Henry inspira tema musical
Moçambique: RENAMO diz que vai iniciar campanha de desobediencia ao governo
Televisão: Reino Unido e Brasil lideram nomeações aos Emmy Internacionais
Ramal da Lousã: Movimento promete lutar até ao fim pela electrificação da linha
Futebol Praia: Mundial - Portugal vence Uruguai por 14-7 e termina no terceiro lugar
Benfica eliminado da Taça de Portugal
gripe A
sida
brasil
ALEXANDRA
bpp
mangualde
Castelo Branco
EMPREGO
gnr
psp
Se tivesse possibilidades económicas compraria uma viagem ao espaço?
Grande Colecção Xutos & Pontapés
Impressora Multifunções Epson Stylus SX415
Todas as Iniciativas DN
Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos