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luísa botinas
Santana Lopes poderá chamar a si próprio o superpelouro das Finanças que o vereador Carlos Fontão de Carvalho deixou com a saída de Carmona Rodrigues do cargo de presidente da câmara, soube o DN de fonte municipal.
A concentração de pelouros importantes no presidente é uma situação que não é inédita com Santana. Além das Finanças, uma pasta complicada devido à situação financeira da autarquia e ao chumbo do orçamento para 2005, Santana deverá ficará responsável pelo pelouro da Segurança.
O regressado presidente da câmara ainda tentou demover Carlos Fontão de Carvalho da decisão de deixar a pasta das Finanças. Contudo, segundo o DN apurou, apesar da longa conversa entre os dois que decorreu ontem à tarde nos Paços do Concelho, os argumentos de Santana Lopes não chegaram para fazer mudar a decisão do homem que tratou daquele pelouro durante o mandato de João Soares. Logo que se soube do regresso de Santana ao município, Fontão de Carvalho declarou ao DN que deixaria o cargo, pois tinha sido convidado por Carmona Rodrigues e as condições tinham sido alteradas. Na altura, aquele responsável sublinhou que "nada de pessoal o movia contra Santana Lopes".
Entretanto, com o reassumir de funções de Santana, a novidade do dia de ontem foi a tónica na transição tranquila. Carmona Rodrigues e Santana vão partilhar meios, técnicos e assessores, embora não dividam o mesmo espaço físico no edifício dos Paços do Concelho.
Reuniões e cumprimentos. O primeiro dia de Santana depois do regresso à Câmara de Lisboa foi praticamente preenchido com reuniões e cumprimentos. De manhã, Santana esteve reunido com todos os vereadores do PSD que se deslocaram aos Paços do Concelho, tendo ainda apresentado cumprimentos aos vereadores da oposição, Vasco Franco e António Abreu, através de telefonemas. À tarde sucederam-se mais reuniões com o pessoal que vai trabalhar com ambos numa transição que os assessores municipais dizem que Santana e Carmona desejam "tranquila" para que desta forma dossiês importantes que estavam no gabinete da presidência não sofram atrasos com a mudança de mãos.
Explicações aos lisboetas. Ao final da tarde o gabinete de Imprensa da Câmara de Lisboa enviou às redacções um comunicado assinado pelo próprio Santana Lopes dirigindo-se aos lisboetas, para explicar o seu regresso.
Na missiva, Santana diz que "nenhuma razão superior existia que justificasse a renúncia a este mandato que, para todos, representa uma viragem na condução dos destinos de Lisboa". Santana argumenta também que voltou para cumprir "o programa que os lisboetas sufragaram em 2001" e deu o exemplo de Jorge Sampaio para justificar a sua decisão "Também em 1991, Jorge Sampaio regressou à Câmara de Lisboa depois de ter suspendido o mandato para disputar eleições legislativas com um resultado semelhante."
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