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n. s.
Foi o último discurso de Pedro Santana Lopes em Conselho Nacional. O líder do PSD despediu-se dos conselheiros com uma análise sobre a derrota do partido nas legislativas em que "disparou" para dentro, o PSD, e para fora, atingindo o CDS, seu ex-parceiro de coligação. Santana culpou o partido de Paulo Portas pelo fracasso na reedição da aliança para as legislativas.
De acordo com os relatos da reunião de ontem feitos ao DN, o líder demissionário informou que o CDS chegou a ter duas posições, no mesmo dia, sobre a coligação. Como forma de fazer valer a sua posição negocial. O PP tentou disputar o espaço político ao PSD, mas, conclui, não conseguiu alterar essa correlação de forças. Em vão. "A relação de forças entre o PSD e o CDS continua de cinco para um", comentou o líder aos jornalistas, já depois a reunião do Conselho Nacional.
O primeiro-ministro demissionário explicou a derrota dos sociais--democratas nas eleições com a conjuntura económica do País e algumas decisões dos governos do PSD e do CDS, desde o tempo do Executivo de Durão Barroso.
E agora os adversários internos. No seu discurso, Santana Lopes pediu ao Conselho de Jurisdição Nacional do partido para avaliar e "clarificar a doutrina" sobre o "comportamento ético" de militantes do partido durante a campanha eleitoral. Não é uma vingança, esclareceu, nem pedido de sanções. Não falou em nomes, mas basta lembrar dois nomes Pacheco Pereira, que abertamente criticou algumas das opções da direcção de Santana, ou Cavaco Silva, o ex-líder que não apareceu na campanha e até proibiu que a sua fotografia aparecesse num cartaz do partido.
Face à agitação que estas palavras causaram (possíveis sanções), Santana veio depois explicar-se. Confirmou ter feito essa sugestão para "clarificar doutrina" sobre "comportamentos de militantes que atacaram o partido na campanha eleitoral", ou que se "puseram à margem". "Não pedi sanções para ninguém, mas as regras [internas] são difusas. Os portugueses sabem de quem estou a falar", disse. Aliás, afirmou, se o partido estivesse unido antes das eleições, "tal como o PS ou o CDS, o resultado teria sido diferente".
Ao que o DN apurou, o Conselho de Jurisdição Nacional não deverá tomar qualquer iniciativa e a sugestão de Santana não foi bem recebida por alguns dirigentes nacionais do PSD, que a criticaram, como Isaltino Morais.
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