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PS lança Ferro para tirar a câmara de Lisboa ao PSD

 

O ex-líder socialista Eduardo Ferro Rodrigues é o mais provável candidato do PS à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, segundo fontes da direcção nacional e concelhia dos socialistas.

Em declarações à Lusa, Ferro Rodrigues afirmou que, neste momento, "não é candidato a candidato" à presidência da Câmara Municipal de Lisboa. Não descartando, no entanto, que essa possibilidade possa vir a concretizar-se num futuro próximo.

No entanto, o ex-secretário-geral do PS (entre 2002 e 2004) avisou que, "para o partido ter um candidato vencedor à Câmara de Lisboa, é necessário haver uma grande unidade em torno do nome escolhido".

"Manuel Maria Carrilho já disse que queria ser candidato (à presidência da Câmara Municipal de Lisboa) e considero que ele é um bom candidato, desde que seja apoiado pelo conjunto do partido", sublinhou Ferro Rodrigues.

No entanto, um membro da Comissão Política do PS/Lisboa assegurou à agência Lusa que o nome preferido por esta estrutura para candidato à presidência da Câmara é o de Ferro Rodrigues, em detrimento do antigo ministro da Cultura.

"Temos a certeza que dará um excelente candidato à presidência da Câmara de Lisboa", declarou a mesma fonte referindo-se ao antigo secretário-geral dos socialistas, acrescentando, em contraponto, que o nome do ex-ministro da Cultura Manuel Maria Carrilho "não reúne consenso" entre os elementos do PS/Lisboa.

Após ser proposto pela concelhia de Lisboa do PS, o nome do candidato socialista à presidência da autarquia da capital, tal como no caso do Porto, será alvo de apreciação posterior por parte do secretário-geral, José Sócrates, e da direcção do partido. Uma palavra decisiva.

Um elemento do Secretariado Nacional do PS garantiu à agência Lusa "não haver qualquer objecção a uma eventual candidatura de Ferro Rodrigues" à presidência da Câmara de Lisboa.

No entanto, segundo a mesma fonte, após a conclusão do processo de constituição do Governo, a primeira prioridade da direcção do PS será a tarefa de reorganização interna do partido e só depois serão analisados os nome dos candidatos socialistas às principais câmaras do país.

Os socialistas, em coligação com os comunistas, estiveram à frente dos destinos da capital durante três mandatos, entre 1989 e 2001, primeiro através de Jorge Sampaio e depois por João Soares. O PSD ganhou a presidência da autarquia há quatro anos, com Pedro Santana Lopes a destronar João Soares, numas eleições que ditaram a derrota do PS a nível nacional e que levaram mesmo à demissão de António Guterres do cargo de primeiro-ministro.


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