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Distrital de Lisboa lança nome de Ferreira Leite

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filipe santos costa

Nuno simas  

A "terceira via" está em curso. Distritais e alguns notáveis do PSD estão a movimentar-se para encontrar uma alternativa aos dois candidatos já confirmados à sucessão de Pedro Santana Lopes Luís Marques Mendes e Luís Filipe Menezes. A prova disso mesmo foi o anúncio feito pela distrital de Lisboa, que está, desde ontem, a "promover esforços" para "aparecer mais uma candidatura", conforme afirmou ao DN António Preto, líder da distrital laranja da capital. Uma posição tomada "por unanimidade" pela Comissão Política Distrital de Lisboa, segundo disse António Preto.

O presidente da distrital confirma que "estamos a fazer esforços junto de alguém em particular", embora não queira dizer quem é o nome que tem em mente. No entanto, António Preto já defendeu, em declarações ao DN, a candidatura da ex-ministra das Finanças e sua antecessora na liderança da distrital, Manuela Ferreira Leite. Outros membros da direcção de Lisboa incluem dentro do perfil do líder desejado o economista António Borges, que na noite da derrota do PSD nas eleições defendeu a candidatura de Ferreira Leite. Borges já se colocou fora da corrida e, até ao momento, a antiga ministra das Finanças mantém um rigoroso silêncio sobre a situação interna do partido e as pressões para protagonizar uma candidatura.

Em comunicado, os sociais-democratas de Lisboa afirmam que o PSD "precisa de renovação e de uma liderança que saiba interpretar os mesmos valores da sua fundação, mas novas causas, um caminho alternativo, que saiba congregar um conjunto de nomes com trajectos profissionais vencedores, com reconhecimento público nacional e internacional".

Beleza quer MFL. Ontem à noite, na SIC Notícias, Leonor Beleza disse que a sua candidata é Manuela Ferreira Leite porque "tem credibilidade para condicionar o próximo governo" e "evitar disparates ao nível financeiro". O candidato de Beleza às presidenciais é Cavaco Silva.

Que alternativas? Os dirigentes insatisfeitos com as candidaturas de Mendes e Menezes não excluem, por outro lado, uma eventual candidatura do Aguiar-Branco, ministro da Justiça, eleito deputado pelo Porto. Rui Rio e Nuno Morais Sarmento também seriam bem-vindos para os sociais-democratas que procuram uma "terceira via", ainda que dirigentes do PSD ouvidos pelo DN admitam que uma candidatura que junte os apoios de cavaquistas e barrosistas seja para "marcar terreno" e "jogar no futuro". O problema é que tanto Rio como Morais Sarmento deram sinais de não querer entrar na corrida à sucessão de Santana.

Entre os muitos almoços, jantares, encontros e telefonemas que têm marcado o dia-a-dia do PSD, tem-se destacado o trio formado por José Eduardo Martins, Nuno Freitas e Pedro Duarte, ex-dirigentes da JSD que chegaram à direcção do PSD com o barrosismo, que se têm mostrado empenhados na promoção de uma alternativa aos dois candidatos já assumidos.

A generalidade das distritais recusou, até agora, escolher entre Marques Mendes e Filipe Menezes, o que um dirigente social-democrata ouvido pelo DN explica assim "Faltam dois meses para o congresso e as listas só são apresentadas nessa altura."

Distrital de Lisboa lança nome de Ferreira Leite

A polémica das directas

As eleições directas continuam na agenda do PSD, apesar das reservas da candidatura de Marques Mendes quanto à aplicação do modelo já no congresso extraordinário de Abril. A proposta será formalizada hoje no Conselho Nacional do partido pelo vice-presidente da distrital do Porto, Agostinho Branquinho. A ideia de eleger o líder através de directas já terá o apoio das estruturas do Porto, Aveiro e Braga. Os apoiantes de Luís Filipe Menezes consideram que está em aberto a hipótese de este ser um congresso estatutário, para mudar os estatutos de modo a permitir a realização de directas.

Segundo a proposta da distrital do Porto, far-se-ia um referendo ao mesmo tempo que a eleição dos delegados. Se a resposta fosse sim, no primeiro dia do congresso eram feitas as alterações aos estatutos. Os candidatos teriam então dois dias para apresentar as suas ideias e listas. A eleição do líder e órgãos nacionais seria feita no fim-de-semana seguinte.

Ontem, realizou-se uma reunião da direcção com as duas candidaturas, de Mendes e Luís Filipe Menezes, para analisar o calendário do congresso. As duas datas possíveis são o primeiro ou o segundo fim-de-semana de Abril. Em Lisboa ou no Porto. Até à hora do fecho desta edição, nenhuma das opções estava ainda fechada.


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