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filipe santos co Sta
nuno simas
Manuela Ferreira Leite é o nome preferido pelos cavaquistas para a liderança do PSD. Desde domingo à noite que a ex-ministra das Finanças de Durão Barroso tem sido pressionada a avançar. O primeiro sinal foi dado pelo economista António Borges, bastante próximo de Cavaco Silva, que elogiou à antiga governante "a competência quase sem paralelo", o "extraordinário sentido de missão" e a sua capacidade de reunir "um enormíssimo consenso". Entre os cavaquistas, o nome de Ferreira Leite suscita mais entusiasmo do que o de Marques Mendes, outro ex-ministro de Cavaco que, logo no domingo, abriu as portas a uma candidatura.
Apesar desta preferência, poderá ser Marques Mendes o candidato apoiado pelo cavaquismo, uma vez que a ex-ministra tem dado sinais de que não está interessada em disputar a chefia do PSD no congresso extraordinário que deverá acontecer no início de Abril. Contactada ontem pelo DN, Ferreira Leite recusou-se a fazer qualquer comentário. Nem sobre os resultados das eleições de domingo, nem sobre o congresso ou ainda as pressões para se candidatar.
Mendes, pelo contrário, segundo fontes sociais-democratas, está decidido a entrar na disputa. Um cenário que deixa os apoiantes de Santana Lopes mais descansados, pois veriam uma candidatura de Manuela Ferreira Leite como mais difícil de combater.
PSD suspenso de Santana. Todos os cenários estão dependentes do que fará Santana Lopes, que ainda não esclareceu se se recandidata à presidência do partido.
Fontes próximas de Santana contactadas pelo DN mostram-se convictas de que a vontade do líder é permanecer à frente dos sociais- -democratas. No entanto, o próprio optou por ver como o partido reage ao anúncio de um congresso e à hipótese da sua continuidade, razão por que não foi taxativo sobre o seu futuro. "O sentido das palavras do Pedro foi claro sobre o que quer fazer, mas ainda precisa de tempo para reflectir e ver quem se candidata", explicou ao DN um dirigente muito próximo de Santana.
Hoje, reúne-se a Comissão Permanente e Comissão Política Nacional em que Lopes irá ouvir as opiniões dos seus pares. Sendo certo que, desde a noite eleitoral, dirigentes laranja lhe expressaram a opinião que o melhor seria deixar a presidência.
Vários membros da direcção nacional do partido admitiram ao DN que Santana "não tem condições para continuar". Face à maioria absoluta obtida pelo PS e pelo fraco resultado dos sociais-democratas nas legislativas. Mesmo entre os apoiantes de Santana há quem tenha ficado perplexo com a sua vontade de continuar após uma derrota tão pesada. Mas outros argumentam com "as circunstâncias em que ele pegou no partido" para relativizar o resultado. Mesmo sem certezas sobre o que fará Santana, há quem defenda, entre os seus apoiantes, que "só é concebível uma recandidatura se for para limpar a direcção de alto a baixo".
Entre os barrosistas, os sinais são de "descolagem". Quer por Nuno Morais Sarmento ter mostrado algum distanciamento, quer pelo silêncio de José Luís Arnaut, vice-presidentes que Santana herdou de Durão Barroso.
Determinante será a posição dos autarcas, pois são eles os próximos a ir a votos e é nas câmaras que reside o pouco poder que o PSD ainda controla. "Os autarcas das grandes câmaras são fundamentais", concorda um convicto santanista. "Quem lhes inspirar mais confiança é quem vence o congresso."
sEM DIRECTAs. Até ao final da semana reúne-se o Conselho Nacional do partido para decidir a data do congresso. Uma coisa parece certa o próximo líder vai ser escolhido pelo método tradicional, pelos delegados, e não por eleição directa, que necessita de alterações estatutárias que só podem ser aprovadas em congresso.
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