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A prestigiada revista The Economist, com sede em Londres, atinge hoje a marca de um milhão de exemplares vendidos, um facto inédito desde que a publicação foi criada, há 162 anos.
O número de vendas da revista de actualidade não deixa de ser surpreendente, dado a forma como intervém na actualidade. Em 2001, colocou o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, na capa, apresentando no interior um artigo intitulado "Por que razão não é Silvio Berlusconi a pessoa adequada para governar a Itália?"
Em 1996, a revista publicou um editorial onde apelava à legalização global do casamento entre homossexuais. Um apelo que viria a repetir nos anos seguintes.
Sedeada no Reino Unido, apenas cerca de 150 mil exemplares são vendidos em terras de Sua Majestade. Nos EUA, consegue vender cerca de 500 mil exemplares.
O crescimento da popularidade da revista é um fenómeno recente. Fundada em 1843, a revista vendia apenas seis mil exemplares, mais de meio século depois. Em 1994, a circulação rondava as 550 mil cópias. Em declarações à AFP, o responsável pelo departamento internacional de circulação da revista, Christopher Collins, reagiu com humor aos números de vendas da publicação "Demorámos 126 anos a passar dos zero aos cem mil exemplares, e vai-nos demorar um ano a passarmos das 900 mil revistas vendidas para um milhão. Para o responsável pelas vendas da The Economist, o momento "é um marco" na história da revista, que conta apenas com uma redacção de 75 jornalistas, a tempo inteiro.
Os números da The Economist estão ainda longe dos registados pelas gigantes norte-americanas, Time e Newsweek, que vendem mais de quatro e três milhões de exemplares, respectivamente.As vendas da The Economist registam-se, surpreendentemente, numa altura em que, a um nível global, as revistas se queixam de vendas baixas e da diminuição das receitas advindas da publicidade.
Para Christopher Collins, o sucesso da revista deve-se "à procura crescente de pontos de vista independentes e imparciais" sobre os grandes temas da actualidade.
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