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David mandim
Francisco Louçã percorria as ruas do centro de Santarém quando uma senhora lhe atirou à cara "O senhor é bom mas não se torne um fundamentalista. Você caminha na direcção do fundamentalismo". O candidato do BE sorriu, seguiu em frente e, passados minutos, deparava com uma caravana do Partido da Nova Democracia.
Manuel Monteiro reconheceu logo o adversário e notou-se o entusiasmo. Dava um bom momento televisivo apertar a mão a Louçã, que tinha ao lado Joana Amaral Dias, cabeça-de-lista por Santarém. Quando se cruzaram, uma ambulância atravessou a rua. Monteiro parou. Louçã prosseguiu a passo rápido. "Oh dr. Louçã, bom dia!. Podemos cumprimentar-nos, não? Eu não mordo", exclamou, bem alto o líder do PND. O bloquista, já uns metros à frente, virou a cabeça e retribuiu, ao longe. Louçã disse aos jornalistas que cumprimentou Monteiro "Não deu mais, vocês viram que uma carrinha meteu-se no meio".
Foi o momento da manhã do BE em Santarém, que ainda incluiu uma visita à clínica de acupunctura e fisioterapia chinesa de Pedro Choi, ele mesmo um candidato do BE pela lista de Santarém. A ocasião foi aproveitada para reivindicar a regulamentação do exercício da medicina tradiconal chinesa.
SEGURANÇAS E AUTOCARRO. Foi um dia pouco feliz para o BE, após uma noite em Braga, em que quase encheram o Parque de Exposições. Pedro Abrunhosa foi figura de cartaz e a mobilização de militantes foi grande. Viam-se apoiantes do Porto e até havia um autocarro para transportar militantes de Famalicão e Barcelos. E surpresa foi ainda a presença de um grupo de seguranças.Dizem os bloquistas que temiam a infiltração de agitadores. "Mas os seguranças são todos militantes", realçavam.
Mas quem agitou a "esquerda de confiança" foi Pedro Soares, candidato por Braga. "No Minho chamamos os bois pelos nomes. Os bois têm nome são o PSD e o PP. Eles são os responsáveis, o dr. Menezes e o dr. Melo". E pela primeira vez num comício Louçã criticou o PCP, sem o citar: "Há uma esquerda fria que vive do autoritarismo e da exclusão".
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