Publicidade
Diário de Notícias Diário de Notícias


nacional

CDS-PP sobe a fasquia eleitoral

por

susete francisco  

"Portas na defesa, Bagão nas Finanças, Nobre Guedes no Ambiente. Se estas prestações não valem mais quatro por cento, então Portugal deve andar a dormir". As palavras de David Ferreira, militante popular da Trofa, espelham o sentimento que ontem se vivia no Palácio de Cristal, onde o CDS fez o comício de arranque da campanha eleitoral. Dez, doze, treze por cento são as apostas mais ouvidas entre os populares. Já quanto a um regresso ao Governo, o optismo é bem menos consensual. Porque "o PSD não vai conseguir".

O sentimento pode ser de optimismo, mas ontem terá sido partilhado por menos militantes do que esperavam os dirigentes do CDS - à hora de fecho desta edição não tinha ainda começado o comício de Portas,mas a lotação do Palácio de Cristal estava longe de preenchida, como pretendiam os populares. No regresso ao local onde, há 30 anos, os democratas-cristãos ficaram cercados por militantes de extrema esquerda, Portas preparava-se também para evocar o passado, com os olhos postos no próximo dia 20 O CDS quer voltar aos resultados de dois digítos. Com a fasquia a subir: o discurso oficial já fala em "mais de dez por cento". E número dois do partido, Pires de Lima, preparava-se ontem para pedir "muito mais" no distrito do Porto.

ECONOMIA. "É uma concepção revolucionária." "É fundamental devolver o poder ao povo." As duas frases podiam ter sido ditas num comício da esquerda, mas o autor é nem mais que António Pires de Lima. A par com Paulo Portas, o número dois do CDS esteve ao início da tarde de ontem ontem em Aveiro para apresentar as propostas dos populares para a economia.

Definido o crescimento económico como uma "obsessão" para os centristas, Paulo Portas não tardou a apontar baterias à esquerda, acusando o PCP e o Bloco de Esquerda de serem um entrave ao desenvolvimento económico do País. "É uma condição política básica para o crescimento económico oCDS tem que ter mais votos que os partidos mais antiquados, radicais e de extrema esquerda", afirmou o líder dos populares, defendendo que "se a esquerda tiver força" na próxima legislatura, "a economia vai outra vez voltar à letargia, à doença e à desconfiança".

A Pires de Lima coube o elogio da iniciativa privada - que justificou o "devolver o poder ao povo" - e o ataque ao PS. Para o vice-presidente do CDS a promessa socialista de criar 150 mil empregos nos próximos quatro anos só será possível de concretizar "por via administrativa". E "seria um grande crime que se procurasse criar emprego à custa da engorda da administração pública, como aconteceu de 1995 a 2001", acrescentou o dirigente centrista.


ImprimirImprimirEnviar por EmailEnviar por Email
PartilharPartilhar


Siga-nos em
Especiais

Recuar
Avançar
PUBLICIDADE


RSS


PATROCÍNIO
sondagem

Inquérito DN

Quem tem mais culpas na má época do Sporting?

José Eduardo Bettencourt
Paulo Bento
Carlos Carvalhal
Pedro Barbosa
Sá Pinto
Os jogadores
Votar  Ver Resultados




Desporto

Todas as notícias

Todas as notícias

Portugal

Grande Entrevista

Grande Entrevista

Desporto

Inscreva-se

Inscreva-se

Cartaz

ESPECIAL ELVIS

ESPECIAL ELVIS




Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos