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A segunda libertação

 

NAntónio

ribeiro

ferreira

o dia 9 de Abril de 2003, o Iraque foi liberto de um regime bárbaro, sanguinário, porto seguro para terroristas e Meca obrigatória para alguns palhaços pacifistas, propagandistas ao serviço de Saddam Hussein, que andaram anos a usar as criancinhas e as sanções económicas internacionais como arma de arremesso contra os que não toleravam um regime de assassinos que não tinha qualquer pejo em atacar outros países - Koweit e Israel na primeira guerra do Gol- fo, em 1991 - e representava uma clara ameaça à segurança internacional.

Com o 11 de Setembro tudo mudou.

A guerra ao terrorismo passou a ser encarada como a primeira prioridade das nações que nunca voltaram a cara aos grandes combates pela liberdade e democracia.

Primeiro foi a guerra do Afeganistão, a queda de um regime infame e a perseguição sem tréguas à Al-Qaeda de Ben Laden.

Depois foi a guerra do Iraque, desencadeada pelos EUA e Grã- -Bretanha com grande determinação contra ventos e marés de interesses políticos, económicos e falsos pacifismos, que choram a queda de ditadores, morrem de amores pelos palestinianos e apoiam o terrorismo no Médio Oriente e em Nova Iorque.

Domingo foi um dia histórico. Os iraquianos deram com o seu voto maciço uma enorme bofetada no terrorismo e uma enorme lição a todos os que por este mundo hipócrita e cobarde passaram este ano e meio a glorificar os atentados, os sequestros, os assassínios e continuam a classificar os terroristas como resistentes e combatentes.

Ganhou a democracia, perdeu o terror e os seus apoiantes.

Domingo foi a segunda libertação do Iraque.

Um novo dia de vitória para um povo que nunca tinha vota- do em liberdade e que respondeu com a arma do voto à morte e ao horror.

Domingo, pelo contrário, foi um dia negro para o terrorismo e para os que por esse mundo tudo fizeram para impedir a queda de Saddam e sempre desejaram a derrota dos aliados às mãos dos assassinos.

Domingo foi um dia negro para a Europa e para os pacifismos comprometidos com o terrorismo.

Domingo foi um dia negro para os anti-semitas que não só apoiam os crimes palestinianos contra Israel como pactuam objectivamente com as forças neofascistas na Europa patética, velha e cobarde, a Europa do Holocausto, ridícula e em bicos de pé com a sua suposta superioridade moral e intelectual.

Domingo foi um dia de vitória. Para o Iraque, os iraquianos, os EUA, a Grã-Bretanha, Bush, Blair, Aznar, Sharon e Israel.

Perderam os outros. Os terroristas, os cobardes, os Chirac, os Schroeder, os Zapateros e os pacifistas do terror.

Domingo ganhou a vida, a liberdade e a democracia. Perdeu a morte .


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