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Portas alerta para 'perigo' dos comunistas no poder

por

paulo julião

viana do castelo  

O líder do CDS/PP apelou ontem, em Viana do Castelo, ao voto útil no partido como forma de travar a ascensão, demonstrada pelas sondagens, do Bloco de Esquerda e do PCP. O objectivo, garantiu Paulo Portas, é ficar à frente destas duas forças nas eleições de 20 de Fevereiro. Portas reagia assim às recentes sondagens que apontam o CDS como o quinto partido mais votado, que diz serem "melhores do que é costume", mas que mostram "a extrema-esquerda e os comunistas radicais" com uma votação "muito alta". Para o presidente centrista, estes são "sinais de alerta para o eleitorado", já que é a economia, as empresas e "os valores essenciais que estão em causa".

"Ninguém com juízo e bom senso pode deixar o BE e o PC subirem. Ou então, se eles subirem, o CDS tem de subir o suficiente para ficar à frente deles". Assim, Portas defendeu ser "essencial" que "toda a gente vá votar", sobretudo o "eleitorado dos valores, que vá votar no CDS". "Não é possível deixar o nosso País entregue a comunistas radicais e a uma extrema-esquerda que não percebe valores fundamentais da convivência em sociedade". "Para prevalecerem princípios e valores fundamentais, o CDS/PP tem que ficar à frente do PCP e do BE", acrescentou.

a lista e os estaleiros. O líder do CDS falava em Viana do Castelo durante a apresentação da lista daquele distrito, de novo liderada por Abel Baptista, que, em 2002, ficou a pouco mais de mil votos de ser eleito deputado.

Portas aproveitou para lembrar o trabalho desenvolvido, como ministro da Defesa e Assuntos do Mar, na recuperação financeira dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), que recebeu com "48,5 milhões de euros de capitais próprios negativos, em situação de falência técnica, com mil postos de trabalho em risco e sem contratos para o futuro".

"Hoje, aconteça o que acontecer no dia 20 de Fevereiro, os estaleiros deixaram a situação de falência, têm 2,5 milhões de euros de capitais próprios positivos e negócio contractualizado até 2014", afirmou.

Paulo Portas garante que o programa eleitoral do CDS/PP, a apresentar hoje, representa um conjunto de metas e que até 20 de Fevereiro o eleitorado não ouvirá a palavra "promessa". "Aquilo que vai ser estabelecido são metas. O partido fará os seus melhores esforços para conseguir aquele objectivo", explica Portas, reconhecendo que "o País está muito cansado da retórica das promessas em campanha eleitoral". Uma "desilusão com a política" que diz ter sido agravada com a "difícil" governação de um País que "os socialistas deixaram de arcas vazias".

Perante muitas dezenas de apoiantes vianenses, Paulo Portas garantiu, ainda, que o partido vai fazer "uma campanha pela positiva" e que os militantes estão "mobilizados e unidos". "Nós queremos convencer as pessoas, não precisamos de ofender quem quer que seja", disse.


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