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paula cordeiro
O Banco Português de Investimento (BPI) obteve um resultado líquido de 192,7 milhões de euros em 2004, mais 17,6% que no ano anterior. O banco viu o seu produto bancário crescer 4,5% face a 2003, com a margem financeira a subir 3,2% (mais 15 milhões de euros, totalizando 490 milhões) e as comissões a aumentarem 6,7%, chegando aos 260 milhões de euros. Neste capítulo, os lucros em operações financeiras apresentaram o maior crescimento - 24,1%.
O BPI vai propor à assembleia geral a distribuição de um dividendo de 10 cêntimos, contra 9 cêntimos em 2003,o que resulta numa redução do pay out ratio de 43% para 40%. Na conferência de imprensa de ontem, para a apresentação de resultados, Fernando Ulrich explicou que esta redução é explicada pela "necessidade em financiar o crescimento do banco e as novas condições em que se vai trabalhar em 2005", ou seja, as novas normas contabilísticas internacionais, conhecidas por IAS.
O banco fechou o ano com a sua carteira de crédito a crescer 7%, atingindo os 18,9 mil milhões de euros, onde se destaca o crescimento de 10,5% no crédito à habitação. Nos recursos captados, o aumento foi de 8% (para 19,6 mil milhões de euros), com os recursos fora de balanço a crescer 17%.
O banco aumentou em 0,9% os seus custos de estrutura, com os gastos com pessoal a registarem uma redução de 0,4%. Em 2004, ficou concluído o plano de redução de efectivos iniciado em 2000, com uma redução líquida de apenas 95 trabalhadores. Nos últimos 4 anos saíram 1588 efectivos, 20% do total.
Quanto a uma possível saída dos alemães da Allianz do capital do BPI, Fernando Ulrich referiu nunca ter recebido "nenhuma manifestação de venda da posição" por parte da seguradora. O facto do BPI surgir no mercado, por diversas vezes, como um banco que poderá ser alvo de uma oferta pública de aquisição (OPA), não preocupa o seu presidente. "O melhor que nos pode acontecer é que haja investidores e analistas que olhem para nós, que digam que somos eficientes", salientou.
Na vertente internacional, o BPI quer continuar a crescer no mercado angolano, através do Banco de Fomento Angola, expandindo a rede de balcões para chegar às 55 agências até Maio.
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