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Tiago Monteiro em Silverstone está perto da entrada na Jordan

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J. A. B.  

A possibilidade de Tiago Monteiro garantir um volante na Fórmula 1 já nesta temporada ganhou, nos últimos dias, novos contornos - muito consistentes - com o compromisso de compra da Jordan por parte do Midland Group.

O piloto encontra-se em Inglaterra com o seu advogado e, durante o fim-se-semana, reuniu diversas vezes com o novo responsável da Midland, Colin Kolles, discutindo as condições, com vista à participação no Mundial deste ano, ao volante de um dos Jordan-Toyota.

Em situação económica difícil, a escuderia de Eddie Jordan (deverá manter a designação, pelo menos este ano) passará, progressivamente para as mão da Midland, com o take-over a ficar concluído no final da temporada, altura em que a equipa deverá apresentar «competitividade de modo a atingir rapidamente os lugares de topo» da Fórmula 1, como referiu o chairman da Midland, Alex Shnaider . Canadiano de origem russa, Shnaider havia anunciado a intenção de comprar ou construír, de raiz, uma equipa de Fórmula 1, tendo anunciado que isso se concretizaria, provavelmente, em 2006.

Deste modo, a tomada de posição na Jordan acabou por antecipar a decisão. Tiago Monteiro surge na «história», por manter um contacto muito próximo com a Midland, já que o grupo detém igualmente posição dominante na equipa dirigida por Trevor Carlin, com a qual Tiago Monteiro se sagrou, no ano passado, vice-campeão da Nissan Euroseries, uma das fórmulas de transição para a Fórmula 1, encarada como um «viveiro» de novos pilotos.

No entanto, qual será a diferença entre as negociações que Tiago Monteiro mantém com a Midland e as que efectuou com a Minardi, onde na última época desempenhou as funções de piloto de testes? Como em todas as equipas pequenas, na Minardi o piloto tem de se fazer acompanhar por um orçamento significativo, de modo a «ajudar» a equipa a encarar os pesados encargos da época. Isso mesmo acontecia com a Jordan, nos últimos anos.

A diferença é que, com o capital fresco, da Midland, muito provavelmente a escuderia irlandesa poderá dar-se ao luxo de contratar o piloto que quiser, independemente do budget. Ou, se a decisão de investimento não for tão elevada, pelo menos reduzir esse orçamento a um valor possível de ser comportado por uma pequena economia como a portuguesa, onde os pilotos não encontram patrocinadores com «peso» suficiente para comprar um lugar numa equipa da cauda do pelotão... como a Minardi. O desempenho de Tiago Monteiro, na época passada, fez com que ganhasse um lugar muito especial na tabela de cotações de Trevor Carlin. E se o piloto é bom, o dinheiro - principalmente quando não falta - acaba por ser relativizado. A hipótese está de pé. Novos desenvolvimentos nos próximos dias.


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