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O outro lado das bandeiras

 

> cátia almeida

Acampanha foi concebida para ser veiculada na imprensa, mas é a Internet que lhe está a trazer mais notoriedade e até a internacionalização. Sem que a agência publicitária FCB ou a Grande Reportagem o planeassem, os anúncios elaborados para esta revista estão a correr mundo, através do reenvio de emails.

Provavelmente já recebeu um destes emails, e se o enviou para alguns dos seus contactos contribuiu para o crescimento da cadeia.

«Só nos apercebemos da divulgação maciça na Internet quando recebemos felicitações de vários países, entre os quais a África do Sul e o Brasil. Recebemos também de várias revistas internacionais pedidos para colocarem as imagens dos anúncios nas suas edições. A campanha está a ter uma enorme recepção», afirmou ao DN Luís Silva Dias, director criativo da FCB.

Os profissionais do sector chamam-lhe marketing viral. Sem qualquer custo para a empresa anunciante, a sua campanha está a ser veiculada por terceiros e, saliente-se, através de redes pessoais.

Afinal, quem melhor do que um amigo para o incentivar a ver o conteúdo de uma mensagem?

Neste caso, a corrente começou quando um dos autores da campanha enviou uma mensagem com as oito imagens a um amigo. O amigo achou piada, enviou a outro amigo e assim sucessivamente.

o porquê das bandeiras. À FCB foi pedida a elaboração de uma campanha de posicionamento para a Grande Reportagem. Desde que passou a ser integrada no Diário de Notícias e no Jornal de Notícias, a revista «ganhou um grandenúmero de leitores que não conheciam o seu passado histórico», frisou Luís Silva Dias.

Não conheciam a sua assinatura «o grande jornalismo», nem a dimensão global dos conteúdos. Daí até às bandeiras foi um saltinho.

«Parte do próprio objecto do jornalismo criar impacto na sociedade através da informação e dos seus conteúdos. Numa representação infográfica do mundo, as bandeiras, enquanto símbolos dos países, encerram em si mais significados do que os que originalmente lhes foram atribuídos. Basta mudar o ponto de vista ou o enquadramento e a face de uma nação pode ter outras interpretações», explicou a dupla criativa Ícaro Dória e João Roque.

Os anúncios são «claros, directos e incisivos como o produto. Destaca-se do discurso habitual da categoria, com um posicionamento forte que provoca o interlocutor obrigando-o a pensar».


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