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Banca pagou menos 278 milhões ao Fisco

por

paula cordeiro  

A banca pagou menos 15,4% de impostos em 2004. De acordo com os dados totais do sector , ontem divulgados pela Associação Portuguesa de Bancos (APB), os bancos pagaram menos 278 milhões de euros no ano passado do que em 2003.

O relatório da APB explica que os "impostos suportados pelo sector no ano de 2004 foram anormalmente afectados pela necessidade de reforço das dotações para fundos de pensões, decorrente da alteração do regime de segurança social aplicável a uma importante instituição". O relatório refere-se concretamente à passagem do fundo de pensões da Caixa Geral de Depósitos (CGD) para a Caixa Geral de Aposentações (CGA).

Os encargos parafiscais (CAFEB, taxa social única e encargos com pensões, entre outros) atingiram 1.205 milhões de euros, dos quais cerca de 80% se referem a encargos com pensões, adianta a APB.

No que respeita aos montantes relativos a impostos cobrados pelos bancos através da retenção na fonte (1516 milhões de euros), 57% deste valor diz respeito à retenção de IRS/IRC e os restantes 43% à de imposto de selo.

Em 2004, os lucros dos bancos a actuarem no mercado português caíram 9,1% face ao ano anterior, tendo atingindo 1,7 mil milhões de euros.

No exercício, o sector perdeu 1334 efectivos, uma redução de 2,5% do número total de empregados.

O activo total do conjunto da banca caiu também 2,3%, tendo terminado o ano com um total de 310 mil milhões de euros.

De salientar que os débitos captados junto de clientes cresceram mais do que o crédito concedido uma subida de 4,1% para os débitos para com clientes, enquanto os empréstimos aumentaram 3,3%.

O peso do crédito a particulares aumentou significativamente, passando de 50,7% do crédito total em 2003, para 52,2% no ano passado. Verificou-se igualmente um acréscimo das operações de titularização de crédito, que aumentaram 30% nos dois análise, chegando aos 16,1 mil milhões de euros no ano passado.

O peso do crédito de cobrança duvidosa no total do crédito concedido reduziu-se para os 2% no ano passado, "valor que é o mais baixo dos últimos anos", salienta o relatório da APB.

Apesar da desaceleração, a margem financeira continuou a cair no ano passado baixou para os 1,63%, desta vez menos 7 pontos base, contra os 28 pontos base do exercício anterior.


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