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Ribeiro e Castro é hipótese remota

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f. a. l.  

José Ribeiro e Castro não está inclinado para vir a ser o candidato do CDS/PP à Câmara Municipal de Lisboa, apesar de ter sido desafiado nesse sentido no último Conselho Nacional do partido, no fim de semana passado.

Ao DN, um vice-presidente democrata-cristão devolve o repto, definindo a ideia - que terá partido de Luís Pedro Mota Soares, ex-secretário-geral do CDS/PP - como "uma atoarda para sair nos jornais" e considera o processo da candidatura em Lisboa como estando "muito atrasado". Para este membro da nova equipa directiva do Largo do Caldas só dentro de "duas a três semanas" é que haverá luz verde sobre a capital, ao mesmo tempo que diz que "Ribeiro e Castro não é pressionável". Mais, a nova direcção do partido não parece ser favorável a que um líder eleito há tão pouco tempo se sujeite a ir a votos numa batalha onde tem "outras soluções em carteira."

Neste momento, o CDS/PP tanto pode avançar com uma candidatura própria, que poderia ser protagonizada por Maria José Nogueira Pinto, como o DN adiantou há uma semana, como pode "preferencialmente" aliar-se ao PSD e à candidatura de António Carmona Rodrigues. As relações entre o candidato independente apoiado pelos sociais-democratas e Ribeiro e Castro são tidas como "excelentes", mas na direcção democrata-cristã há quem considere "há que percorrer as etapas todas". Ou seja, primeiro foi aprovado um "acordo-quadro" que define "as relações gerais" entre os partidos, depois foram negociados vários concelhos onde há coligação com o PSD - ou com este e terceiros, como Braga, onde entra também o Partido da Terra - e só a seguir se entra na "recta final", como define aquele dirigente próximo de Ribeiro e Castro. Nesta fase, entram casos como os de Mondim e Celorico, pela sua especificidade, e para último Sintra e Lisboa. Sintra entra neste lote final sobretudo porque se foi uma aposta pessoal de Ribeiro e Castro, que nas eleições autárquicas de Dezembro de 2001 aceitou concorrer em coligação ao lado de Fernando Seara, tendo ganho a presidência da Assembleia Municipal quando o agora social-democrata ganhou a câmara.


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