Publicidade
Diário de Notícias Diário de Notícias


tema

Economistas defendem medidas duras para reduzir o défice

por

rudolfo rebêlo

hugo bordeira  

"As medidas mais duras terão de ser tomadas agora." Salvo raras excepções, os economistas clamam por um aumento de impostos, cortes nas despesas públicas e reformas estruturais em áreas como o ensino e a saúde. Como solução para estreitar a diferença entre as receitas e o excesso das despesas das contas estatais, os economistas pedem ainda "estímulos" para "promover o crescimento económico".

"Neste momento já não chega cortar salários na função pública", diz João César das Neves, economista, social-democrata, ao comentar a possibilidade de a "Comissão Constâncio" apresentar um défice de 2005, entre os 6,0 e os 7,0% do PIB. "Têm que se fechar serviços e alterar estruturas", afirma, defendendo a implementação de medidas, "de uma só vez e durante a legislatura". Primeiras medidas? Por exemplo, "eliminar as Scut", as auto-estradas sem custos para o utilizador, "colocando portagens". Também na saúde alguns custos "terão de ser pagos pelos utilizadores".

"Terá de haver uma espécie de plano de emergência para arrancar até Outubro", diz o liberal António Nogueira Leite, deixando escapar um conselho ao ministro Campos e Cunha "Se as medidas forem implementadas de forma muito faseada, o processo de reforma liquidará politicamente o ministro das Finanças." Para este economista, o tema salários públicos e progressões nas carreiras "terá de ser revisto de forma violenta". Outras medidas: o regime da Caixa de Aposentações - dos funcionários públicos - "tem de ser igual à Segurança Social" . E a lei de financiamento das autarquias terá também de ser revista.

Para Eugénio Rosa, "os problemas que determinam o défice vão continuar". Para este economista da CGTP, "atacar o défice orçamental acaba por agravar o défice estrutural, na medida em que agrava a situação económica". É possível reduzir o défice abaixo dos 3,0% até 2008? "É um prazo curto", diz.

Já para Eduardo Catroga, o ex--ministro das Finanças que retirou o País da crise na década de 90, colocar o défice nos 3,0% em 2008 "não só é possível como é absolutamente necessário". Curiosamente, Catroga pede a Campos e Cunha que faça uma leitura do Ecoderp, um texto que há quatro anos identificou medidas para reduzir a despesa pública (ver texto em baixo). "A actualização desse trabalho era um bom ponto de partida", afirma o gestor e consultor.

"Acho inevitável o aumento de impostos", afirma João Ferreira do Amaral, "e quanto mais cedo melhor". O economista e conselheiro do Presidente da República, também defende a estratégia do ataque imediato à redução do défice, "sem prejuízo de se tomar outras medidas mais tarde". No cardápio de soluções deste docente universitário estão a redução de subsídios e admissões na função pública. Diogo Leite Campos, jurista e consultor, também é apologista de medidas "já", a par de um "pacote faseado ao longo da legislatura". Também pede políticas de "promoção do crescimento da economia e combate à "fuga e fraude fiscal". Como solução extrema, o aumento de impostos indirectos.


ImprimirImprimirEnviar por EmailEnviar por Email
PartilharPartilhar


Siga-nos em
Especiais

Recuar
Avançar
PUBLICIDADE


PATROCÍNIO
sondagem

Inquérito DN

Quem tem mais culpas na má época do Sporting?

José Eduardo Bettencourt
Paulo Bento
Carlos Carvalhal
Pedro Barbosa
Sá Pinto
Os jogadores
Votar  Ver Resultados




Desporto

Todas as notícias

Todas as notícias

Portugal

Grande Entrevista

Grande Entrevista

Desporto

Inscreva-se

Inscreva-se

Cartaz

ESPECIAL ELVIS

ESPECIAL ELVIS




Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos