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O jornal Público e a sua jornalista Catarina Gomes optaram por usar, "em primeira mão" e com chamada de primeira página, o fruto do trabalho de uma jornalista do DN, Fernanda Câncio.
A acusação é grave e põe em causa a ética e deontologia da jornalista, como do jornal. Mas não se trata, como Catarina Gomes (CG) quis dar a entender num artigo de opinião publicado ontem no Público, de uma acusação "por parte do DN". Esta acusação é subscrita pelo Conselho Deontológico (CD) do Sindicato dos Jornalistas, no seu parecer de 13 de Abril, o qual, em resposta a uma queixa do DN, diz, no seu ponto um "A jornalista Catarina Gomes não se rodeou das cautelas necessárias que lhe teriam permitido evitar uma situação que conduziu à indevida apropriação do trabalho desenvolvido pela jornalista Fernanda Câncio."
Este parecer do CD chegou ao DN e, presume-se, ao Público, a 19 de Abril. Assim, no seu texto de 21 de Abril, é a este parecer que CG está a responder, e não às "acusações do DN" . Curioso é, no entanto, que nem uma única vez se refira no dito texto à decisão do CD, nem justifique o motivo pelo qual, tendo durante quatro meses "recusado responder à acusação do DN", "por não ter fundamento", e "por considerar que as páginas do jornal merecem conteúdos mais nobres", escolhe fazê-lo agora.
O conceito de ética e deontologia de CG, como o do Público, permite falar sobre um caso como este, que de ética e deontologia trata, sem referir um dado tão relevante para o leitor como um parecer do CD dos Jornalistas, que é, claramente, a causa directa do suposto "esclarecimento".
Diz então CG que não houve qualquer apropriação do trabalho de uma concorrente, porque não houve entrevista. E não houve entrevista porque o Colégio da Especialidade de Psiquiatria da Ordem dos Médicos "recusou concedê-la". Que a presidente do Colégio sustente o contrário parece irrelevante a CG. Como é irrelevante a posição do Conselho Deontológico e da Alta Autoridade para a Comunicação Social. Para a jornalista e para o Público. Parece mentira, mas não. É a verdade.
A Redacção e Direcção do DN
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