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Cavaquistas querem Marcelo na liderança do PSD

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paula sá  

Nestas últimas semanas, um núcleo de cavaquistas do PSD tem-se reunido em vários almoços e jantares e já delineou uma estratégia caso Pedro Santana Lopes perca as eleições legislativas antecipadas, marcadas para 20 de Fevereiro apoiarão a candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa à presidência do PSD.

Fontes próximas de Cavaco Silva disseram ao DN que o professor já deu sinais de que está disposto a avançar neste cenário. Mas mesmo que mude de ideias já existe uma alternativa. Marques Mendes, que será cabeça-de-lista do partido por Aveiro e o único dos críticos a Santana que deu a cara no último congresso de Barcelos, é o nome «naturalmente» escolhido se Marcelo repensar a sua disponibilidade.

Marques Mendes esteve sempre ao lado de Marcelo Rebelo de Sousa quando este assumiu a liderança do PSD, tendo aceite trabalhar com Durão Barroso, embora se mantivesse como uma reserva crítica do partido. Com a saída de Durão Barroso para a Comissão Europeia, o antigo ministro dos Assuntos Parlamentares voltou aos bastidores e recusou-se a participar no Executivo formado por Santana Lopes. Dá agora o seu contributo na disputa das legislativas antecipadas, tanto mais que já se tinha comprometido com as concelhias de Aveiro a candidatar-se pelo distrito.

António Borges, que em entrevista ao DiárioEconómico, se disponibilizou para uma eventual candidatura à liderança, segundo as mesmas fontes, deverá também apoiar Marcelo. O professor ao formar um governo-sombra na oposição a um PS vencedor poderia apresentar Borges como o seu futuro ministro das Finanças. Um cenário igualmente perfeito para a candidatura de Cavaco Silva à Presidência da República.

Segundo as mesmas fontes, os cavaquistas estão mesmo convencidos de que Santana Lopes perderá as eleições de 20 de Fevereiro e com elas a liderança do partido. «Se perder, não tem alternativa senão demitir-se», disse ao DN um dos apoiantes desta solução.

No jantar de Natal do PSD, realizado na antiga FIL, e que reuniu cerca de cinco mil pessoas, o líder do PSD afirmou-se um homem de «combate» para o qual a palavra «perder» não tem sentido. Estaria a falar das eleições é certo, mas provavelmente também da presidência do partido. Na primeira entrevista que concedeu após a demissão do Governo à TVI, Santana recusou-se a admitir que abandonará a liderança do PSD.


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