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Santana Lopes escreve aos militantes a pedir coragem

por

paula sá

susana pinheiro  

Em carta dirigida aos militantes do PSD, a que o DN teve acesso, o líder do partido pede-lhes «coragem» e «determinação» na disputa das legislativas antecipadas. Pedro Santana Lopes reitera as criticas ao Presidente da República no que toca a uma dissolução «manifestamente enigmática» relativamente aos seus fundamentos . «O PPD/PSD tem no dia 20 de Fevereiro de 2005 talvez o mais mobilizador desafio eleitoral da nossa vida democrática», sublinha Santana.

O líder social-democrata assume o dia 3 de Dezembro, altura em que foi informado por Jorge Sampaio de que tencionava dissolver a Assembleia da República, como um marco histórico. A dissolução de um Parlamento, afirma, «democraticamente eleito, detentor de uma maioria estável e de inequívoco apoio a um Governo constitucionalmente legitimado».

Na missiva de Ano Novo, Santana afirma que desde a tomada de posse do seu Governo que se assistiu a «inacreditável crispação política» por parte de alguns órgãos de comunicação social . Diz ainda que «interesses corporativos» contribuiram para que a instabilidade governativa fosse, constante e injustamente, posta em causa. «O trabalho reformista e modernizador para o qual estávamos mandatados foi permanentemente dificultado, abruptamente interrompido e colocado a julgamento antes do tempo», diz.

Ataca ainda os socialistas ao relembrar a «fuga» do Governo liderado pelo engº António Guterres. Fuga essa que conduziu o País a uma crise económica e que obrigou o Executivo liderado por Durão Barroso a assumir um ciclo de dois anos de austeridade e rigor.

braga. O cabeça-de-lista do PSD por Braga nas próximas eleições, Luís Filipe Menezes, afirmou ontem que, se depender daquela localidade, José Sócrates não ganhará, pois o autarca de Gaia lembrará durante a campanha os sete anos em que o Governo rosa «dilapidou a economia portuguesa». Menezes garantiu aos bracarenses que irá manter uma ligação permanente ao distrito e desafiou o candidato socialista, António José Seguro, a ir para o terreno.

O presidente da Câmara de Gaia, que será substituído na autarquia pelo número dois, garantiu que o PSD não irá dar tréguas e irá «lutar com a ideia de que é bom para Portugal que o PSD ganhe as eleições». Apesar de considerar ter pela frente uma «campanha difícil», Menezes defendeu que «será uma grata surpresa em termos de resultados».

O social-democrata quer que os bracarenses não se esqueçam de que foi o grupo de «Guterres, Sócrates e Vitorino que «dilapidou durante anos a economia». O cabeça-de-lista do PSD assegurou ainda aos bracarenses que será uma presença permanente no distrito e não apenas durante a campanha «Vão contar comigo para o bem e para o mal.»

Para o social-democrata, a sua ligação ao distrito tem mais fundamento do que a do socialista António José Seguro, pois este «é um político do aparelho centralista da capital que vem dar uma mãozinha a Braga», enquanto o autarca é do Norte. Menezes não esclareceu é se fica na câmara ou no Parlamento. Mas defendeu que é em Braga que «deve ficar a capital de uma região de cinco distritos que acabe com a desconfiança de que o Porto possa ofuscar o interior». O presidente da distrital, Virgílio Costa, disse que a escolha de Menezes se deve ao facto de ser «um homem conhecido da opinião pública e com experiência política».


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