Última hora Toyota chama para revisão 'Prius' vendidos...Vendas de carros vão subir 2,2%ERC volta a rejeitar OPA da Ongoing Construção perdeu 56 mil empregosPresidente do Totta critica distinção negativa...Greve da função pública a 4 de Março Portugueses pagam ao fisco 80 cêntimos por...Cimpor: Camargo Corrêa compra totalidade...Báltico: Cimeira inicia-se em HelsínquiaApoio a glória do Sporting
por
sofia jesus
A corrupção, o desemprego e alguns problemas relacionados com a imigração, a saúde e o consumo são factores que colocam em risco a segurança humana em Portugal. O alerta consta no último relatório da Social Watch, a ser lançado amanhã, e segundo o qual o País aparece associado a uma «cultura da irresponsabilidade e da impunidade». A violência doméstica, a falta de apoio a deficientes e as mortes nas estradas são outros dos pontos que enegrecem o retrato traçado. Ainda mais preocupante é o cenário descrito no Brasil, onde o número de mortes violentas - 30 mil assassínios por ano - aproxima o país das nações em guerra.
Fundada em 1995, durante a Cimeira para o Desenvolvimento Mundial, em Copenhaga, a Social Watch - também designada por Observatório da Cidadania - é uma iniciativa conjunta de organizações civis de 60 países. O objectivo: erradicar a pobreza e lutar pela equidade do género e da raça.
No capítulo dedicado a Portugal - assinado pela OIKOS, uma organização não governamental lusa -, o documento destaca a existência de «escândalos no sector público e privado, envolvendo membros do governo, deputados e dirigentes de futebol», em situações de suborno ou práticas fraudulentas. Citando a sondagem do Transparency International Global Corruption Barometer, de 2003, o relatório frisa que, para os portugueses, o combate à corrupção deve incidir primeiro nos partidos políticos, e depois nos serviços de saúde, na fiscalização dos impostos e nos tribunais.
No que diz respeito à imigração, a situação não é menos preocupante. Apesar de 90 por cento da população ser contra a «exploração laboral dos imigrantes», três em cada quatro portugueses opõem-se ao novo fluxo migratório e 75 por cento consideram que «os imigrantes ilegais deveriam ser vigiados, para não causar problemas».
«À beira do colapso» está, para a Social Watch, o Serviço Nacional de Saúde, que é acusado de favorecer «os interesses de grupos particulares», através de «uma séria falta de transparência no fornecimento de cuidados médicos e na prescrição de medicamentos». Face ao cenário, e segundo o relatório, há cada vez mais portugueses a recorrer ao sector privado - que contabiliza já 44 por cento dos gastos dos cidadãos em saúde.
A engrossar a lista de problemas sociais está a elevada taxa de desemprego, sobretudo entre os recém-licenciados, ou as discrepâncias entre os mais ricos e os mais pobres - estes últimos ganham um salário 7,6 vezes menor (a diferença média na UE é de 4,6). Apesar da crise económica, o relatório alerta para a persistência dos hábitos de consumo, responsáveis, em parte, pelo endividamento que, em 2001, atingia 96,6 por cento das famílias.
O incumprimento da legislação destinada a melhorar as condições de acesso aos deficientes, as cinco mortes diárias nas estradas nacionais e as vítimas de violência doméstica são outros dos problemas.
Além de Portugal, o relatório analisa ainda mais 49 países, entre os quais Angola, Moçambique, Guiné Bissau (ver caixa) e Brasil. Neste último caso, a violência nas principais cidades é considerada um dos maiores obstáculos ao exercício da cidadania. Entre as vítimas destacam-se os jovens dos 15 aos 24 anos, sobretudo de raça negra. Um dado que, segundo a Social Watch, reflecte a distribuição desigual de riquezas e recursos, entre brancos e negros no Brasil.
Indissociável desta onda de violência estão as redes de tráfico de droga e o consumo de estupefacientes. Para isso, basta ver que, num espaço de 20 anos, a taxa de população prisonal por tráfico de droga no Rio de Janeiro subiu de 7,7 por cento em 1980 para 54,3 por cento em 2000. Quem também não escapa aos efeitos deste crime organizado são alguns segmentos policiais, que, segundo o documento, terão sido corrompidos.
Embora reconhecendo que, pela primeira vez, o Brasil tem uma visão estratégica do problema - através da preparação de um Programa Nacional de Segurança -, a Social Watch não poupa críticas às autoridades: «As respostas dos governos à violência são ainda a inércia, a lentidão e a naturalização da criminalidade». O documento será lançado amanhã no Brasil, na Câmara dos Deputados.
Bolsa abre a subir 1,21% para os 7588,51 pontos
Investimento em dívida cai para metade
Portugal vai emitir OT a dez anos
CSN quer impugnar mudança na Cimpor
Banif abriu escritório em Hong Kong
Accionista do BPP prepara novo plano de salvação
À beira do precipício, mas com esplanadas sempre cheias
Família descobre morte de filho através do Facebook
PGR: Lei do segredo de justiça "não é má, é péssima"
"Não há indício de plano do PM para controlar a imprensa"
Entram no banco, tiram o véu e dizem: "mãos ao ar"
Alan Kaufman reinventa o guarda-chuva
Sócrates nega indicações à PT para compra de televisão
Paulo Rangel considera "estranhas" críticas de Assis
Rangel denuncia plano do Governo para controlar Media
brasil
diana piedade
bpp
emprego
haiti
acidente
idolos
salvador caetano
mario crespo
crel
Quem tem mais culpas na má época do Sporting?
Curso de Fotografia e Vídeo Digital
Impressora Multifunções Epson Stylus SX415
Todas as Iniciativas DN
Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos